Operadores do Santander são presos por fraude de R$ 3 milhões

Dois operadores da tesouraria do Banco Santander estavam envolvidos em operações fraudulentas no mercado financeiro que somaram valores em torno dos R$ 3 milhões. As irregularidades foram descobertas pelo banco em dezembro do ano passado e os operadores demitidos em janeiro, por justa causa. A Polícia Federal foi alertada e como resultado das investigações os operadores foram presos na última terça-feira. Os nomes não foram revelados.De acordo com o Santander, as irregularidades ocorreram na chamada "mesa de balanço" do banco, onde é feita a zeragem das operações diárias do banco, ou seja, a contabilização das entradas e saídas dos recursos que ocorrera, ao longo do dia. Em nota oficial sobre o tema divulgada hoje, no início da noite, redigida pelo vice-presidente de Assuntos Corporativos do Santander, Miguel Jorge, "a ação de apuração desses fatos, iniciada pelo próprio banco, indicou que as irregularidades não ultrapassam R$ 3 milhões, sendo que nenhum cliente foi ou será afetado." A nota afirma ainda que o banco não deverá se pronunciar sobre o assunto "porque a Polícia ainda realiza diligências para apurações do âmbito da instituição e, nesse momento, comentários adicionais poderiam prejudicar as investigações em andamento". Segundo informações extra-oficiais apuradas pela Agência Estado, outras duas pessoas envolvidas nas irergularidades - acredita-se que de corretoras - também foram presas pela Polícia Federal. O Banco Central, por meio de sua assessoria de imprensa, divulgou um comunicado ontem no qual informa que estava ciente do caso e acompanhou todo o processo que envolveu a prisão de operadores do Santander. O BC, entretanto, optou por não fazer nenhum comentário sobre o caso.

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