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Operários da GM param a produção

Nova assembleia está programada para segunda-feira para decidir rumo da greve

João Carlos de Faria, O Estado de S.Paulo

21 de maio de 2011 | 00h00

Os trabalhadores do primeiro e segundo turnos da General Motors, em São José dos Campos, a 94 km de São Paulo, paralisaram a produção ontem. Em assembleias, os trabalhadores rejeitaram a proposta da empresa para pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, depois de sete rodadas de negociação, a última delas ocorrida na quinta-feira, não houve acordo com a empresa.

A GM propôs PLR de R$ 9.500 caso os trabalhadores atinjam 100% das metas de produção, o equivalente à produção de 410 mil carros por ano nas fábricas de São José dos Campos e São Caetano. O valor, no entanto, pode variar de R$ 7,6 mil, caso a produção fique em 80% da meta (357 a 381 mil veículos) - a R$ 11,4 mil, se chegar a 120%, ou seja, 450 mil veículos. A proposta prevê antecipação de R$ 5.200.

Reivindicação. O sindicato quer um valor entre R$ 10 mil e R$ 15 mil de participação nos lucros e resultados, com antecipação de R$ 7 mil a ser paga ainda em maio. No ano passado, cada trabalhador recebeu R$ 9.909 de PLR, após mobilização da categoria. "A GM vive seu melhor momento, com recordes seguidos de produção. Os trabalhadores não aceitarão esses valores apresentados pela montadora", afirmou o presidente do sindicato, Vivaldo Moreira Araújo.

"A paralisação de hoje é apenas o primeiro passo. Caso a empresa insista nessa proposta, os trabalhadores vão endurecer", acrescentou.

Em nota oficial, a GM informou que tem feito todos os esforços para alcançar um acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos "em benefício dos trabalhadores da fábrica de São José dos Campos, oferecendo proposta substancialmente superior à de 2010, com reajuste de 13,8%".

A empresa afirma que o sindicato deixou a mesa de negociação, mas garante que continua "aberta ao diálogo construtivo".

Mais greves. Na LG Eletronics, em Taubaté, depois da paralisação de duas horas na manhã de ontem, a empresa resolveu abrir negociações com o sindicato. Uma proposta de PLR deverá ser apresentada aos trabalhadores em assembleia na segunda-feira. Na empresa, que tem 2,4 mil funcionários, o valor do benefício pode chegar até a R$ 5 mil.

No Paraná, a greve dos 3,1 mil metalúrgicos da fábrica da Volkswagen em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, completou 16 dias sem perspectiva de solução.

Os trabalhadores reivindicam R$ 6 mil para a primeira parcela da PLR e o mesmo valor para a segunda. A proposta da empresa é de uma parcela de R$ 4,6 mil e a segunda parcela no fim do ano. Nova assembleia foi marcada para segunda-feira. A Volkswagen entrou com pedido de dissídio no Tribunal Regional do Trabalho.

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