Thomas Peter/Reuters
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Operários da Scania trocam reajuste por estabilidade

Trabalhadores aceitaram oferta de reajuste de 5%, mas terão renovação de contratos temporários e antecipação do 13º

André Ítalo Rocha, O Estado de S.Paulo

25 de outubro de 2016 | 08h24

SÃO PAULO - Em assembleia realizada ontem, os trabalhadores da fábrica da Scania em São Bernardo do Campo abriram mão de repor a inflação na campanha salarial deste ano em troca de uma maior garantia de estabilidade, renovações de contratos temporários e antecipação do 13.° salário de 2017, informou o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

A decisão, que põe fim a uma greve que completou uma semana ontem, está dependendo de plebiscito que ocorrerá hoje, para confirmar o resultado da assembleia.

“Em função da vantagem apertada verificada na votação em assembleia que decidiu pelo fim da greve, o sindicato realizará nova consulta”, explica Carlos Caramelo, diretor executivo do sindicato e trabalhador na Scania. “É uma forma de tirar qualquer dúvida que possa pairar sobre o resultado”, disse.

Antes e durante a paralisação, os funcionários pediram reajuste salarial de 9,62%, equivalente à inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) nos 12 meses encerrados em setembro, data-base da categoria. A empresa rejeitou o pedido e ofereceu aumento de 5%, alegando quedas no volume de produção e dificuldades econômicas no País. A proposta, que foi recusada inicialmente pelos metalúrgicos, depois foi aceita, em troca de outras vantagens.

As vantagens conquistadas durante a negociação foram a elevação em três meses do período de garantia de estabilidade, para dezembro de 2017, a renovação dos contratos de trabalhadores temporários e a antecipação do 13.° salário de 2017 para fevereiro. O acordo também prevê um adicional nos salários, aplicado em janeiro de 2018 e 2019, caso a produção anual atinja ou supere 16 mil unidades de caminhões e ônibus. O aumento seria de 0,5% nos salários a cada mil unidades produzidas a mais.

“Mesmo após uma semana de movimento, a negociação continuava muito dura, não conseguimos quebrar a resistência da fábrica. Economicamente, a proposta não mudou muito, mas pudemos incluir questões que contemplam outras áreas de interesse do trabalhador”, afirma o secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Wagner Santana.

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