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Operários da usina Santo Antônio mantêm greve

Os trabalhadores das obras da usina hidrelétrica Santo Antônio resolveram manter a greve, após uma assembleia realizada ontem no canteiro da usina. Já na assembleia com trabalhadores da outra usina do Rio Madeira, Jirau, não houve consenso.

PORTO VELHO, O Estado de S.Paulo

27 de março de 2012 | 07h44

"Os trabalhadores (da usina Santo Antônio) decidiram ficar paralisados e não concordaram com a antecipação de aumento salarial de 5% oferecida pela empresa", disse o diretor do Sindicato dos Empregados da Construção Civil do Estado de Rondônia (Sticcero), Raimundo Enelson.

"Em Jirau deu empate e os trabalhadores pediram para fazer votação secreta", acrescentou o sindicalista.

Outra assembleia seria realizada ainda ontem no canteiro de obras da usina Santo Antônio, às 19 horas (horário local), com os funcionários do turno da noite, que iniciaram o movimento de paralisação naquela usina, segundo Enelson.

Já em Jirau, o representante do sindicato disse que os trabalhadores esperam que a votação secreta sobre o fim ou manutenção da greve possa ser realizada hoje.

Ainda hoje pela manhã também deverá ser realizada audiência conciliatória no Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região, em Porto Velho, sobre a situação em Santo Antônio.

A audiência que estava marcada para sexta-feira foi suspensa, para ser retomada após as assembleias realizadas ontem, segundo o procurador do Trabalho Ruy Cavalheiro.

"O sindicato disse que não existe a intenção da categoria de paralisar as obras e que o que aconteceu foi uma iniciativa isolada de alguns trabalhadores, mas a gente não tem como endossar essa decisão", disse o procurador.

Os trabalhadores de Santo Antônio estão paralisados desde terça-feira, 20 de março, após a parada na usina hidrelétrica Jirau, que começou no dia 8 de março. As duas greves foram consideradas ilegais pela Justiça do Trabalho.

A usina hidrelétrica Santo Antônio, de 3.150 megawatts (MW), tem entre seus controladores as empresas Furnas, Andrade Gutierrez, Odebrecht, Cemig, e o fundo de investimento FIP Amazônia Energia.

Já a usina hidrelétrica Jirau, de 3.750 MW, tem entre seus acionistas a GDF Suez, Camargo Corrêa, Eletrosul e Chesf. Furnas, Eletrosul e Chesf são subsidiárias da Eletrobrás. / REUTERS

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