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Operários do Comperj realizam assembleia e devem manter paralisação

Tendência de manutenção do protesto se deve à recusa dos consórcios da obra de pagar os 12% de reajuste salarial exigidos pelos trabalhadores

Sergio Torres,

23 de abril de 2012 | 16h17

RIO - Em greve há duas semanas, os cerca de 15 mil operários envolvidos na construção do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj) realizam assembleia hoje de manhã. A tendência é de que mantenham a paralisação, pois o sindicato que representa os 24 consórcios da obra não admite pagar o reajuste de 12% do piso salarial, principal reivindicação dos trabalhadores.

A assembleia ocorrerá junto à entrada principal do Comperj, na área rural do município de Itaboraí (Região Metropolitana do Rio). Os trabalhadores, ao longo da semana passada, falaram em radicalizar o movimento a partir de agora, como forma de pressionar as empreiteiras, que temem a realização de piquetes violentos e depredações.

Além do aumento salarial, os operários querem vale-alimentação de R$ 300 e descanso de três a cinco dias a cada três meses, as chamadas "folgas de campo", para que os trabalhadores de outros Estados possam visitar as famílias.

O Sindicato das Empresas de Engenharia de Montagem e Manutenção não concorda com as reivindicações. Nas negociações, até agora fracassadas, chegaram a propor reajuste de 9% do piso (R$ 860, hoje)e vale-alimentação de R$ 280. A proposta foi recusada pelos empregados.

Desde novembro do ano passado as obras do Comperj têm convivido com movimentos grevistas. Ao todo, foram 40 dias de paralisação, o que deve influir na conclusão do complexo, já bastante atrasado. Agora, a Petrobrás estima em 2014 a entrada em operação da refinaria.

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