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Operários voltam a parar obras da usina de Santo Antônio

Trabalhadores entraram em greve e queimaram um ônibus contra o corte de horas extras e redução da jornada de trabalho

GABRIELA CABRAL, ESPECIAL PARA O ESTADO, RONDÔNIA, O Estado de S.Paulo

29 de outubro de 2011 | 03h06

Funcionários do consórcio responsável pela obra da usina hidrelétrica de Santo Antônio, no Rio Madeira, protestaram ontem contra o corte de horas extras e redução de jornada de trabalho. A confusão causou a paralisação da obra, que deve começar a gerar energia em dezembro. Em abril, uma onda de protestos que começou na usina de Jirau, também em Porto Velho, paralisou as duas obras por quase um mês. Santo Antônio tem quase 15 mil trabalhadores.

O tumulto começou pela manhã com a queima de um ônibus. A Polícia Militar foi mobilizada prendeu um operário acusado de furto.

O consórcio construtor Santo Antônio, responsável pela obra, disse em nota que o conflito foi causado por um grupo de trabalhadores e que não recebeu nenhuma pauta de reivindicações, mas que vai abrir um diálogo com o sindicato da categoria.

O consórcio informou que suspendeu as atividades no canteiro de obras e dispensou os trabalhadores, mas não se posicionou sobre quando deve retomar o trabalho, o que vai depender das negociações com o sindicato. A empresa não alterou o cronograma das obras.

Em abril, os protestos foram realizados pelos trabalhadores de Jirau, que destruíram alojamentos e veículos. A situação só foi normalizada com o pedido do governo do Estado de reforços da Força Nacional. A Polícia Civil indiciou 23 pessoas. Na ocasião, as atividades de Santo Antônio ficaram suspensas para evitar que os trabalhadores também se rebelassem.

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