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Opiniões divididas sobre próxima decisão do Copom

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a Selic, a taxa básica de juros da economia, em 19,75% ao ano era mais do que esperada tanto pelos economistas de bancos quanto nas mesas de operação das instituições. Para os analistas, o Banco Central agiu de acordo com seu compromisso de aguardar para ver a consolidação da trajetória da inflação, que tem sido de queda nos últimos meses. Há quem diga que uma decisão pela queda dos juros poderia ser interpretada como um arrefecimento da política monetária diante da crise políticaAgora, resta a expectativa em relação à ata desta reunião, que o Copom divulga na quinta-feira da semana que vem. Os profissionais avaliam que, no documento, o BC poderá começar a preparar o terreno para iniciar o processo de desaperto monetário, talvez já em agosto, como mostram algumas previsões. Depois de criticar a decisão do Copom de hoje, a Federação do Comércio do Estado de São Paulo-SP já defende um corte de 0,5 ponto porcentual na taxa Selic na reunião de agosto. "A Fecomercio-SP reforça que o patamar atual da Selic não condiz com a realidade do País, especialmente no que tange às taxas praticadas em países emergentes com economias comparáveis à brasileira", destacou a entidade, em nota divulgada hoje.O economista Alexsandro Agostini, da GRC Visão, também acredita em corte dos juros já na próxima reunião do Copom. Segundo ele, para isso, será determinante a expectativa para a inflação - revelada pela pesquisa semanal do Banco Central (Focus). "A autoridade monetária deverá decidir por um corte de 0,25 ponto porcentual, para 19,50% ao ano, no intuito de testar a temperatura da água", disse. Depois, segundo Agostini, os cortes devem ser de 0,50 ponto porcentual ao mês. Opinião conservadoraMas há analistas que defendem a continuidade de uma postura mais conservadora por parte do BC. A idéia é defendida pelo diretor da Modal Asset Management, Alexandre Póvoa, que prevê o início da queda dos juros a partir de outubro, com uma pequena possibilidade de que esta tendência comece em setembro. "Isso será possível, caso os indicadores inflacionários de julho e agosto continuem a apresentar o bom desempenho já observado em junho e nas primeiras prévias deste mês."Embora seja boa a expectativa para a ata, muitos operadores acreditam que, passada a reunião do Copom, o mercado poderá aumentar seu foco na crise política. Hoje os investidores acompanharam o depoimento do ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, na CPI dos Correios, e destacaram a falta de firmeza em suas respostas. Clique aqui para ler mais informações sobre o quadro político.

Agencia Estado,

20 de julho de 2005 | 20h10

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