Oportunidades profissionais no setor de teles

Para quem quer atuar em um mercado com potencial, é preciso ficar atento às mudanças que estão ocorrendo no segmento das telecomunicações e se especializar. "O movimento atual, ao contrário do que ocorreu no início, quando essas empresas absorveram profissionais de outros setores para suprir a deficiência inicial, é o da busca por especialistas", comenta o diretor-presidente da Laerte Cordeiro Consultores, Laerte Cordeiro.Portanto, se não houver retração no mercado brasileiro nesse setor, por causa da situação externa das empresas multinacionais de telecomunicações, este segmento proporcionará uma das carreiras mais promissoras em curto prazo, acredita Cordeiro. "E as escolas e universidades estão preparando-se para suprir esta demanda."A procura por mão-de-obra qualificada pelo segmento de telecomunicações pode ser comparada, no Brasil, ao movimento que ocorreu há cerca de 15 anos com o "boom" da informática, diz o coordenador de Rede de Telecomunicações do Senac-SP, Roberto Magán. Segundo ele, a perspectiva de 250 mil vagas excedentes no setor até 2004 está provocando uma migração desordenada de profissionais de outras áreas que estão desempregados ou em busca de salários melhores.Mesmo com as demissões no exterior de grandes empresas como Motorola, Ericsson e Cisco, as filiais dessas companhias têm feito investimentos no Brasil. O País é um mercado emergente com uma economia razoavelmente estável", acredita. É, também, carente em infra-estrutura, uma vez que as redes atuais estão sendo construídas após a privatização das teles - que ocorreu em 1998. "Enquanto a base desse setor não for minimamente adequada - o que deve acontecer em 2004 -, vai ter muito serviço para se fazer", diz.EspecializaçãoO coordenador do Senac ressalta, no entanto, que é preciso saber em qual área no segmento de telecomunicações a pessoa deseja atuar: telefonia fixa ou móvel, infra-estrutura de transmissão - em cabos e fibras óticas ou sinais de microondas e radiofreqüência -, instalação de rede interna ou externa e equipamentos - que gerenciam, monitoram e disponibilizam o sistema de comunicação além dos cabos e antenas.Quando alguém nos procura sem ter muita informação, procuramos saber quais são as qualificações prévias para orientá-lo sobre em qual curso deve ingressar. Dessa forma, o Senac oferece mais de 20 programas para treinamento, desde os de curta duração, até os técnicos, de graduação e de pós-graduação - os dois últimos ocorrem nas Faculdades Senac.Os de curta duração custam de R$ 300,00 a R$ 1.000,00 mensais, dependendo da complexidade. Os regulares (que são os técnicos e demoram de 12 a 14 meses para o término), não ultrapassam R$ 500,00 por mês. Por fim, os de graduação e de pós-graduação custam em média R$ 500,00 mensais.Entre os cursos gratuitos está o do Centro de Integração Empresa-Escola (CiEE), que tem início em julho e visa à formação de 2 mil especialistas em redes. A iniciativa é uma parceria do Centro com a Cisco no Brasil, empresa especializada em equipamentos de telecomunicações.

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