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Oposição cita 'tragédia' após rebaixamento da Petrobrás, mas situação fala em recuperação

Reunidos em sessão do Congresso, oposicionistas e governistas lamentaram o rebaixamento em dois graus e reconheceram a gravidade da decisão da agência Moody's

Daiene Cardoso, O Estado de S. Paulo

24 Fevereiro 2015 | 22h08

BRASÍLIA - Deputados e senadores foram surpreendidos na noite desta terça-feira com a perda do grau de investimento da Petrobrás pela Moody's. A agência rebaixou o rating da petrolífera para BA2. Reunidos em sessão do Congresso para apreciação dos vetos presidenciais, oposicionistas e governistas lamentaram o rebaixamento em dois graus e reconheceram a gravidade da decisão da agência.

"Mais um elemento da tragédia que o PT promoveu em instalar uma cadeia para roubar a Petrobrás", declarou o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP). Para o tucano, o rebaixamento é reflexo da "profundidade do buraco em que jogaram" a estatal.

Assim como Aloysio Nunes, o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) avaliou que a decisão da Moody's terá consequências sobre as empresas ligadas à Petrobrás e todos os seus investimentos. "Não é de se espantar a situação da Petrobrás. Isso tem causado preocupação a todos os brasileiros. Só posso lamentar", declarou Anastasia.

O senador e ex-ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB-MA), acredita que a dificuldade enfrentada pela Petrobrás não é tão grande. "Esse é mais um sofrimento que passa a Petrobrás. É uma tempestade que a Petrobrás está enfrentando e ela será vencida", concluiu o ex-ministro.

O líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE), disse que já esperava pelo rebaixamento em virtude do cenário que tomou conta da estatal. Para o líder, o que está em jogo não é o combate à corrupção, mas o projeto da oposição de mudar o modelo de partilha do pré-sal e entregá-lo às grandes petrolíferas estrangeiras.

O petista afirma que o novo presidente, Aldemir Bendine, vai recuperar a credibilidade da maior estatal brasileira e que o rebaixamento não prejudicará a recuperação da empresa. "A Petrobrás é tão forte que vai sobreviver a tudo isso", previu.

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