Oposição diz que alta de preços é 'estelionato eleitoral'

Segundo o líder do PSDB na Câmara, aumento do juro e reajuste da gasolina minam a credibilidade da presidente Dilma

ELIZABETH LOPES, O Estado de S.Paulo

07 de novembro de 2014 | 02h02

O reajuste no preço dos combustíveis, anunciado ontem pela Petrobrás, é, na avaliação de líderes do PSDB, mais um item no que eles classificam de "estelionato eleitoral" praticado pelo governo petista. Segundo o partido, os reajustes nos preços dos combustíveis e da energia elétrica, além do aumento de juros, foram feitos logo após a reeleição da presidente Dilma Rousseff, em contradição ao discurso que ela fez durante a campanha. Na avaliação do líder do PSDB na Câmara dos Deputados, Antonio Imbassahy (BA), esses são alguns itens do pacote de maldades que começou a ser entregue aos brasileiros logo após as eleições.

Segundo o deputado, três dias após ser eleita, a presidente Dilma mandou subir os juros, enquanto dizia na campanha que isso não iria acontecer. "Ela mentiu para os brasileiros, agora caiu a máscara", disse. Na mesma linha, disse que ela autorizou o reajuste da gasolina em contradição ao que dizia durante a corrida presidencial. "Essa é a presidente que fez uma campanha há algumas semanas e agora anuncia medidas que dizia repudiar", afirmou. "É por isso que ela perdeu a credibilidade e, quando isso acontece, a situação tende a piorar."

O deputado Otavio Leite (PSDB-RJ) citou o aumento das tarifas de energia. Segundo ele, os cariocas terão aumento em suas contas de 17,75% a partir de hoje e, para os consumidores industriais, o aumento poderá chegar a 20,25%. Para os tucanos, aumento como este anula o desconto na conta de luz concedido pelo governo federal em 2012. Para o parlamentar, "a falta de honestidade em deixar claro que a luz iria aumentar é um verdadeiro estelionato eleitoral".

Maldades. Para o presidente do Solidariedade, deputado Paulo Pereira da Silva, o aumento da gasolina é mais uma medida do "saco de maldades" que o governo da presidente Dilma está entregando aos brasileiros. "Infelizmente, nossa população terá um final de ano difícil, com aumento de juros, energia elétrica e da gasolina. E quando a gasolina sobe, puxa também outros aumentos, o que aumentará a inflação e trará ainda mais dificuldades ao bolso de todo mundo", destacou.

Na mesma linha das críticas de lideranças tucanas, Paulinho disse que o governo do PT segurou o aumento da gasolina em razão da campanha pela reeleição da presidente Dilma. Ele disse que ela negou durante toda a campanha que iria tomar tais medidas e, ao contrário, acusou o opositor, o senador Aécio Neves (PSDB) de preparar um pacote de maldades caso fosse eleito. Segundo Paulinho, quem está abrindo o "saco de maldades" é a presidente.

Paulinho, que é presidente licenciado da Força Sindical, disse que os trabalhadores também enfrentarão um período bastante difícil, com recessão e risco de alta do desemprego.

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