Oposição já admite derrota na votação da MP dos Portos

Oposicionistas não têm votos suficientes para prolongar a sessão nem para derrubar a proposta; governo corre contra o tempo para aprovar o projeto ainda nesta quinta-feira 

Ricardo Della Coletta, da Agência Estado,

16 Maio 2013 | 17h49

BRASÍLIA - A oposição no Senado já admite que será derrotada na votação da MP 595, a MP dos Portos. O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) afirmou nesta tarde que os oposicionistas não têm votos suficientes para prolongar a sessão nem para derrubar a proposta. "Numericamente a oposição é muito pequena (no Senado). Certamente não chegaremos à meia-noite", disse o senador.

O governo precisa votar a MP até o final do dia de hoje para que a medida não caduque. "Sem gerar falsas expectativas, acreditamos na nossa própria derrota", resumiu o senador.

Reservadamente, outros parlamentares da oposição também acreditam que o mandado de segurança impetrado no Supremo Tribunal Federal, para suspender a sessão de hoje, dificilmente será aceito. Mais cedo, os líderes do DEM, PSDB e PSOL entraram com um mandado de segurança para anular a sessão de hoje, sob o argumento de que não haveria tempo hábil para o Senado analisar o texto-base e as alterações promovidas na Câmara dos Deputados. 

Em mais de 20 horas de sessão na quarta-feira (veja a galeria de fotos abaixo), a Câmara aprovou a redação final da medida, que tem por objetivo modernizar os portos brasileiros.

Por volta das 18 horas desta quinta, o plenário do Senado aprovou um requerimento do líder do PT, Wellington Dias (PI), que encerrou a fase dos debates da MP. Na prática, a medida tem por objetivo iniciar logo a votação da MP. Senadores da base aliada esperam que até as 21 horas a votação possa ser encerrada. Desde as 11 horas, parlamentares da oposição tem se revezado ao microfone para tentar adiar, o quanto for possível, a apreciação do mérito do MP. Pelo menos 15 integrantes do PSDB, Democratas e do PSOL já se pronunciaram.

Assim como fez na Câmara, a oposição tem prontas cerca de 10 emendas para tentar alterar a MP com o objetivo principal de levar a votação para além da meia-noite de hoje, o que levará à derrubada da MP por perda de validade. Na defesa do seu requerimento, o líder do PT disse que a matéria foi amplamente debatida e que já se poderia começar a votação.

O presidente do Democratas, senador Agripino Maia (RN), classificou a votação de hoje como uma sessão de cartas marcadas. "É uma sessão de cartas marcadas e já se sabe o resultado", admitiu em plenário.

(Com Ricardo Brito e Laís Alegretti, da Agência Estado)

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.