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Orçamento familiar detalhado ajuda no planejamento financeiro

Blog 'No Azul' de finanças pessoais

FÁBIO GALLO É PROFESSOR , DE FINANÇAS DA FGV, DA PUC-SP, O Estado de S.Paulo

31 de outubro de 2011 | 03h06

Não sou gastadora compulsiva, mas vejo meu dinheiro ir embora em compras pequenas. Não consigo me organizar para guardar. O que posso fazer?

Vamos aos passos que recomendo: 1.º) Prepare o orçamento familiar com detalhes e em termos líquidos. "Em termos líquidos" é uma expressão quer dizer que você deve anotar o que realmente recebe e gasta. Por exemplo, não anote o que você ganha, mas exatamente quanto entra no seu bolso. 2.º) Comece a anotar todos os gastos, principalmente aqueles de pequeno valor para você descobrir no que está gastando. 3.º) No seu orçamento separe seus gastos considerando a estrutura "A", "B", "C" e "D". "A", de alimentar, para gastos com alimentos que a família tem - com toda a economia possível. "B" para básico, como gastos com água, luz, inpostos, inóveis. "C" para contornável: aquilo que faz a vida melhor. Mas que, em uma emergência, você deve cortar. O carro é um dos itens que deve ser avaliado para verificar se não é um gasto que poderá ser cortado. Finalmente, "D" para o desnecessário, para itens que você deve buscar em suas contas e cortar imediatamente. Essa divisão permitirá que você controle melhor as suas despesas e assim tenha oportunidades de economia. A partir daí, mantenha a tranquilidade porque quanto mais serena você e familiares estiverem, mais facilmente vão achar novas soluções. Tenho certeza que sairá rapidamente desse sufoco e viverá melhor.

Quando a Petrobrás abriu seu capital pela primeira vez, adquiri ações com recursos do FGTS. Por muitos anos houve valorização aparentando ser um bom negócio e, há cerca de dois anos, apresentou o maior valor por ação. Infelizmente, de lá para cá, a ação vem desvalorizando todo mês e a diferença entre seu valor máximo e o valor do extrato deste mês é de cerca de 62%. Gostaria que o senhor comentasse isso e me respondesse se há perspectiva de ganhos. Ainda é um bom negócio?

A despeito de várias derrapadas da empresa nesses últimos tempos (tais como o rompimento das boas práticas de governança corporativa quando de sua megacapitalização, em setembro de 2010, e o não repasse dos custos ao preço da gasolina), a Petrobrás é uma companhia muito sólida e com boas perspectivas de ganhos com a exploração da camada pré-sal. Devemos nos lembrar também que a Bolsa de Valores tem passado por um período de grande depressão e a Petrobrás tem sofrido perda de valor, assim como acontece com outras ações. Nos últimos 12 meses, os papéis da Petrobrás perderam entre 27% e 28%, enquanto o Ibovespa acumula perdas na faixa de 24%. Este índice atingiu um máximo de 73.103,28 e um mínimo de 47.793,49, portanto uma variação de quase 35%. As ações da Petrobrás têm perspectivas de valorização, mas isso somente deve ocorrer no longo prazo. Assim, a decisão de manter ou não esse título depende da estratégia traçada para sua carteira.

Quando há crise no mundo, o ouro sempre lidera a listagem de melhores rentabilidades. Como eu, pequeno investidor, faço para aplicar em ouro?

O investimento em ouro em momentos de crise é visto como um porto seguro e, assim, mantido como reserva de valor. Com a modernização dos mercados, temos outras formas interessantes de proteção do dinheiro. Nos últimos cinco anos, o quilo do ouro passou da faixa de US$20 mil para o patamar de US$ 53 mil (R$ 93.592). Esse nível de preço faz com que o mercado do metal não seja para todos e sua negociação fique muito reduzida. Como é um ativo de fácil aplicação no Brasil, basta se cadastrar em uma corretora e os negócios ocorrem na Bovespa. Existe também a possibilidade de comprar o metal em barras ou fracionadamente, com variações de uma, duas, cinco, 10 e 25 gramas na forma de lâminas ou embutidos em cartões que podem ser comprados diretamente em corretoras ou mesmo pela internet. Mas, deve ser considerado que qualquer metal fora de custódia precisa passar por avaliação de empresa especializada para garantia de seu grau de pureza e isso traz custos. Basicamente, existem duas maneiras de investimento em ouro: Compra-se o ouro, mas é necessário ter um lugar seguro para guardá-lo. Ou comprá-lo e mante-lo em custódia, em uma instituição financeira. Existe também a possibilidade de se aplicar em títulos que têm como referência o preço do ouro no mercado futuro e de opções, em vez de comprar barras do metal. São os contratos financeiros da Bovespa.

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