Orçamento prevê juros de 17% e dólar a R$2,50

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Amaury Bier, disse que, para elaborar o cenário macroeconômico usado pelo governo para fazer as estimativas de receitas do Orçamento-2002, foram usados como parâmetros um crescimento real do PIB de 2,5% em 2002, uma taxa média do dólar ao longo do ano de R$ 2,50, uma variação acumulada do IGP-DI de 5,9% no ano e uma taxa Selic anual média em torno de 17%.Bier disse que os índices usados são projeções do mercado e não servem para balizar qualquer decisão do Copom.Ele informou que o decreto de programação financeira e orçamentária do governo federal para 2002 manteve as projeções de superávit das contas do chamado Governo Central - Tesouro, INSS e Banco Central - e das estatais federais. As contas do Governo Central terão que fechar 2002 com um superávit de R$ 29,213 bilhões e as das estatais, com superávit de R$ 7,5 bilhões.No acordo firmado entre o governo brasileiro e o FMI, o superávit primário do setor público consolidado, que inclui o resultado das contas dos Estados, municípios e suas empresas, foi estimado em R$ 45,7 bilhões, ou 3,5% do PIB.

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