Wilton Júnior/Estadão
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Organizações socioambientais pedem liberação de R$ 2 bi dos fundos geridos por BNDES

Verba irá auxiliar no combate aos efeitos da pandemia; insituições também pedem que banco bloqueie o financiamento a projetos em áreas com desmatamento ilegal

André Borges, O Estado de S.Paulo

04 de agosto de 2020 | 00h01

BRASÍLIA – Mais de 50 organizações socioambientais vão pedir ao BNDES a liberação de mais de R$ 2 bilhões de fundos administrados pelo banco de fomento, para auxiliar no combate aos efeitos causados pela pandemia do coronavírus. Esse recurso, afirmam, está parado em projetos ligados ao Fundo Amazônia, Fundo Clima e Fundo Social.

As instituições cobram ainda novas medidas para o banco bloquear o financiamento a projetos em áreas com desmatamento ilegal e maior rigor no empréstimo a negócios que causam impacto social e ambiental.

Nesta terça-feira, 4, as organizações apresentarão uma carta aberta ao BNDES, com detalhamento sobre o pedido. Um evento está marcado para as 15h, com a participação de Luciano Coutinho, ex-presidente do BNDES, e Arthur Koblitz, presidente da Associação dos Funcionários do BNDES. A carta será apresentada durante evento conjunto com diversas frentes parlamentares, como ambientalista e de defesa dos direitos dos povos indígenas.

O pedido ocorre em meio à pandemia, quando uma instituição criada para o desenvolvimento social é fundamental para a recuperação econômica. “No entanto, o destino desses investimentos precisa considerar o compromisso da empresa ou do setor com a sustentabilidade”, diz Alessandra Cardoso, assessora política do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc).

A carta é assinada por mais de 50 organizações, entre elas o Instituto de Estudos Socioeconômicos, Conectas Direitos Humanos, International Rivers, Instituto Sociedade, População e Natureza, Instituto de Defesa do Consumidor, Instituto Socioambiental e Observatório do Clima.

O documento conclui que, neste momento, é fundamental que o BNDES promova o desenvolvimento social, de fato. “Existe uma rica economia de base local e comunitária, com forte conteúdo identitário e criativo - feminista, indígena, preta, jovem, periférica - que precisa ser estimulada e fortalecida”, afirmam as organizações.

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