Órgãos de defesa da concorrência avaliarão compra da Ripasa

O milionário negócio envolvendo as empresas brasileiras do setor de papel e celulose VCP e Suzano, que se uniram para comprar a concorrente Ripasa, terá que ser submetido à avaliação dos órgãos que formam o sistema brasileiro de defesa da concorrência.Somente após a formalização da comunicação da operação é que a Secretaria de Direito Econômico (SDE), do Ministério da Justiça, e a Secretaria de Acompanhamento Econômica (Seae), do Ministério da Fazenda, emitirão parecer sobre o assunto. A palavra final cabe ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Os órgãos tiveram ontem conhecimento do negócio pelas notícias publicadas. Pelas regras da lei antitruste, as fusões ou incorporações no setor empresarial têm que ser submetidas ao crivo dos órgãos de defesa da concorrência que avalia quais os impactos que as operações terão sobre determinado mercado. Os negócios que envolvam empresas cujo faturamento supere R$ 400 milhões ano ou mesmo que representem mais de 20% de um segmento devem ser comunicados ao sistema no prazo de quinze dias após a assinatura do primeiro documento que formaliza a operação.De acordo com o comunicado feito anteontem, a VCP - do grupo Votorantim - se uniu à Suzano para adquirir o controle da Ripasa pelo valor total de R$ 720 milhões. As companhias dividirão pela metade o desembolso de recursos para a aquisição e também dividirão o comando das ações.

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