Orgia vira prêmio para executivos

Prostitutas receberam pulseiras coloridas para identificar os serviços oferecidos por elas

, O Estado de S.Paulo

20 de maio de 2011 | 00h00

DER SPIEGEL

A Hamburg Mannheimer International (HMI), agora parte da conhecida seguradora internacional Ergo, levou 100 de seus melhores funcionários para Budapeste, capital da Hungria, numa viagem de incentivo em junho de 2007, de acordo com reportagem publicada pelo diário Handelsblatt ontem. Lá, a empresa alugou o histórico balneário de Gellért e transformou o spa num bordel, de acordo com o relato feito pelos participantes à publicação.

"Na entrada, eu e os outros convidados fomos revistados, como se estivéssemos num aeroporto", disse um participante, acrescentando que todos foram "proibidos" de tirar fotos e filmar a orgia, "sob risco de punições administrativas". Então, as mulheres chegaram e "nos mostraram a que tinham vindo", disse outro participante. "Não havia dúvida de que eram prostitutas." De acordo com o Handelsblatt, as prostitutas receberam pulseiras coloridas para identificar os serviços oferecidos por elas.

"As mulheres usavam pulseiras vermelhas e amarelas", disse um dos convidados. "As primeiras eram recepcionistas, e as outras satisfaziam todos os demais desejos. Havia também mulheres usando pulseiras brancas - eram reservadas para os executivos e os agentes de melhor desempenho."

Carimbos. A orgia montada no balneário incluiu também camas com dosséis e cortinas. "Todos podiam escolher uma mulher, levá-la até a cama e fazer com ela o que quisessem", disse um dos participantes. "Depois de cada encontro as mulheres recebiam carimbos no antebraço. Foi assim que (os organizadores) puderam saber quantas vezes cada mulher foi procurada." Posteriormente, a revista da empresa, HMI Profil, publicou uma reportagem sobre a orgia, descrevendo-a como uma "noitada matadora", de acordo com o Handelsblatt.

Uma porta-voz da Ergo, que pertence à conhecida empresa de resseguro Munich Re, admitiu que uma pesquisa interna da empresa confirmou a existência da orgia, classificando-a de "grave violação das normas da empresa".

Um porta-voz da Ergo confirmou ao Spiegel Online a ocorrência da orgia, explicando que esta foi descoberta durante uma reunião geral no mês passado, após a qual representantes da empresa confirmaram as acusações./ TRADUÇÃO DE AUGUSTO CALIL

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