Orientações do Procon para as plásticas

Segundo a assistente de direção do Procon-SP Lúcia Helena Guimarães, profissionais liberais só devem responder a acusações mediante verificação de culpa. "Somente quando for comprovado que houve negligência, imprudência ou inoperância é que será iniciado o processo", explica. Um caso como esse, segundo ela, envolve subjetividade, dando margem a diversas interpretações. Guimarães aconselha o consumidor a tirar fotos do "antes", ou seja, da parte do corpo a ser operada, para que se possa fazer uma comparação e, dependendo do resultado, usar as fotos como prova da negligência. Para evitar esse tipo de situação, o consumidor deve sempre exigir contrato com todas as informações, por escrito, da plástica: custos, formas de pagamento, o que está incluído no tratamento e todos os demais detalhes.Planos de saúdeO Procon também alerta que é preciso tomar cuidado com os planos de saúde que estendem sua cobertura à realização de cirurgias plásticas estéticas. Guimarães diz que há um grande número de reclamações contra seguradoras com este tipo de plano. "Muitas vezes não há profissionais disponíveis para realizar as cirurgias plásticas requeridas pelo cliente ou as consultas e cirurgias são marcadas a longuíssimo prazo", explica. Em sua avaliação, omitir essa morosidade na divulgação do plano é um típico caso de propaganda enganosa, que deve ser denunciado.ConsórcioOs preços cobrados por clínicas especializadas são altos, mas as pessoas que gostariam de fazer plástica e não têm dinheiro para isso podem vir a ter a opção do consórcio para cirurgias plásticas. Está em estudo, pelo Banco Central, a elaboração de uma minuta e uma circular autorizando a formação de grupos de consórcios que funcionarão com o mecanismo da carta de crédito, em que os grupos se distribuirão conforme o valor pretendido. Os participantes receberão a carta de crédito se forem sorteados ou derem o lance mais elevado.

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