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Os cheques sem fundos e a recuperação do crédito

A Boa Vista Serviços, administradora do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), anunciou na terça-feira que o volume de cheques sem fundos em março foi de 2,16% do total movimentado, ante 1,95% apurado em fevereiro. Mas houve menos cheques devolvidos do que em março do ano passado, quando representaram 2,31% do total.

O Estado de S.Paulo

25 de abril de 2014 | 02h07

Esse aumento das devoluções em março contraria o que se observava anteriormente, pois no conjunto do primeiro trimestre elas recuaram 7,1%, o que quase bate com o recuo de 7,5% no volume de cheques movimentados no período. Na comparação com fevereiro, o número de cheques devolvidos foi 14,4% maior, enquanto o total de cheques movimentados foi 2,9% maior, o que explica em parte que o índice de devoluções crescesse no mês.

Na semana passada, a Boa Vista SCPC já havia informado sobre a queda de 4,8% no pagamento de dívidas por parte dos consumidores, o que, em termos técnicos, assinala um recuo, de igual nível, no chamado indicador de recuperação de crédito, que é obtido pela quantidade de exclusões dos registros de inadimplentes, ou seja, menos inadimplentes foram excluídos da lista, em março sobre fevereiro. Esse indicador de recuperação de crédito se refere ao crédito geral no Brasil inteiro. No que se refere ao varejo apenas, o recuo no indicador de recuperação de crédito foi de 6,9% em março sobre fevereiro.

No conjunto dos 12 meses encerrados em março último, comparados com o período de 12 meses anteriores (abril/2012 a março/2013) a recuperação do crédito geral apresentou-se positiva em 2,6%, mas na área varejista ela ficou negativa em 4,6%, podendo representar seja um menor aumento do poder aquisitivo geral em relação ao aumento da inflação - que vem alcançando, principalmente, bens de salário, seja uma certa contenção nos reajustes salariais ocorridos ao longo do ano passado.

Confirmando um pouco o que foi dito se verifica que no acumulado deste ano, com o de igual período do ano passado, houve melhoria de 1,8% na recuperação do crédito geral, ao lado de queda de 14,8% na do crédito ao varejo. Nessa comparação entre os dois períodos, a recuperação mais firme do crédito geral ocorreu na Região Centro-Oeste (8,0%) com queda (-14,3%) no crédito ao varejo. A menor taxa de recuperação geral foi a do Nordeste (+2,2%), acompanhada da pior taxa no crédito ao varejo (-21,6%).

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