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Os erros e acertos de quem faz sucesso

Grandes empresários revelam seus êxitos e também seus fracassos na condução de negócios relevantes no Brasil

GISELE TAMAMAR, O Estado de S.Paulo

24 de novembro de 2013 | 02h20

Quatro empresários, quatro realidades diferentes, mas algo - importante - em comum: trajetórias de sucesso. Marco Suplicy, da Suplicy Cafés Especiais, Elídio Biazini, da Dídio Pizza, Sergio Bueno de Camargo, da Cia. Tradicional de Comércio, e Arri Coser, responsável pelo sucesso da churrascaria Fogo de Chão e agora sócio da NB Steak, Hamburgueria Nacional e pizzaria Maremonti, compartilharam suas experiências com interessados em empreender ou que já atuam no setor de bares e restaurantes.

E o principal conselho desses grandes empresários para o sucesso é simples. É preciso paixão pelo que se faz, sem esquecer do profissionalismo.

Arri Coser, por exemplo, contou durante o Encontro PME que sempre fez negócios na hora certa - comprou, vendeu e expandiu no momento ideal. O empreendedor usou como exemplo seu maior êxito, a rede Fogo de Chão. O negócio começou em 1979, foi adquirido por Arri dois anos depois e totalmente remodelado nas décadas seguintes para então ser vendido para um fundo americano.

"Li o livro 'Feitas para durar' e o princípio que coloquei dentro do negócio sempre foi esse, o de empresas que possam durar mesmo depois que eu saio. Sempre brinquei: filho até os 10 anos tem que cuidar de tudo para ele. Entre 10 e 20, ele acha que sabe tudo. Mas dos 20 aos 30, se não deixar andar sozinho, vai estragá-lo. Negócio é assim, tem o tempo de maturação."

Já o segredo da fórmula vencedora da Cia. Tradicional de Comércio é o profissionalismo, na opinião de Sergio Bueno de Camargo, um dos seis sócios do grupo que controla os bares Original, Pirajá, Astor, a pizzaria Bráz, entre outros. Mas a trajetória da empresa, segundo Bueno, também teve falhas: a aposta em um bar virtual, para criar uma comunidade de clientes, por exemplo, não deu certo.

Fracassos e êxitos são comuns na trajetória de qualquer empreendedor. No caso de Marco Suplicy, porém, o acerto ocorreu de saída, na proposta da sua rede de cafeterias. "O café passa por uma transformação grande, na forma de preparo, na apresentação, mas por trás disso tudo está o gosto do consumidor. Ele se interessa cada dia mais pelo café", afirmou.

Mas se contar com uma proposta de negócio original ajuda, saber expandir é fundamental. E esse foi o maior erro de Elídio Biazini. "Perdi tempo, dinheiro. Achei que conhecia de franquia, mas não conhecia absolutamente nada", disse.

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