Os portugueses e a ponte de Floripa

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O Estado de S.Paulo

23 Fevereiro 2015 | 02h03

Luciana Collet, Mônica Scaramuzzo, Gustavo Porto e Naiana Oscar

Uma das maiores empresas de Portugal, a construtora Teixeira Duarte acabou de assinar mais um contrato no Brasil - talvez o mais enroscado desde que começou a atuar no mercado brasileiro, em 2006. Por meio da subsidiária Empa, a empresa assumiu as obras emergenciais da Ponte Hercílio Luz, em Florianópolis. Desde agosto do ano passado, quando o governo de Santa Catarina decidiu rescindir o contrato com o consórcio que estava responsável pela restauração da ponte, por atraso no cronograma, outras duas construtoras locais estiveram prestes a pegar a obra, mas desistiram em cima da hora alegando "insegurança jurídica".

A empresa portuguesa terá 180 dias para construir uma estrutura que vai sustentar o vão central da ponte, que corre o risco de cair, segundo uma série de laudos técnicos. O valor do contrato é de R$ 10 milhões. Paralelamente, o governo catarinense tenta atrair a construtora American Bridge, que foi quem construiu a ponte na década de 20, para assumir o restauro total do monumento, num contrato que gira em torno de R$ 180 milhões.

Embora arriscado, o contrato com o governo de Santa Catarina é pequeno perto do que a Teixeira Duarte tem no Brasil. Em setembro, a Empa ganhou uma licitação de 141 milhões para duplicar a Rodovia BR-101 na Bahia. No ano passado, o País foi o que mais cresceu em volume de negócios dentro do grupo português: até setembro, a expansão foi de 108% no mercado brasileiro, ante 5% de crescimento global.

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