"Os processos de licenciamento demandam trabalho detalhado"

"Os processos de licenciamento demandam trabalho detalhado"

Presidente da Anglo American espera concluir levantamento em 90 dias para ter de volta a licença de operação

Entrevista com

Ruben Fernandes

Humberto Maia Junior, Especial para o Estado de São Paulo

22 Abril 2018 | 05h00

Qual a situação do mineroduto após os vazamentos?

Vamos contratar uma empresa que vai verificar se há defeitos na parte interna da tubulação. O equipamento vai percorrer os 525 km. Também faremos inspeções na parte externa. Em paralelo, continuamos a investigação, feita pela UFMG e pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas para descobrir as causas. Sabemos que a falha foi numa das soldas. Mas queremos saber por que ocorreu. Esperamos concluir em 90 dias para ter de volta a licença de operação.

Desde o começo, o Minas-Rio teve contratempos. Por quê? 

É um projeto complexo, como qualquer projeto grande no setor de mineração. Isso trouxe desafios na implantação. Mas acreditamos que é um projeto competitivo. Temos um produto conceituado no mercado, com alta demanda na China.

A burocracia na obtenção de licenciamento foi um problema?

Os processos de licenciamento demandam trabalho detalhado. A região por onde passa o mineroduto tem muitas cavernas que aumentam a complexidade do processo. Mas não quero falar do passado. Assumi a empresa em 2016.

Quando toda capacidade do projeto será utilizada? 

O que falta é a conclusão da Fase 3, que vai garantir exploração em outras regiões da mina. Esperamos iniciá-la no ano que vem. Com ela, teremos no mínimo 15 anos de operação com capacidade de produzir 26,5 milhões de toneladas a partir de 2020.

Mais conteúdo sobre:
mineração

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.