'Os terrenos estão mais caros e mais distantes'

Depois de muito estudar, pesquisar e virar de ponta cabeça o mercado brasileiro, o maior grupo de imóveis industriais listado na bolsa de valores da Austrália finalmente conseguiu colocar os pés no Brasil. Há duas semanas, o grupo Goodman anunciou uma joint venture com a empresa de Walter Torre, que fez o shopping JK Iguatemi, para investir apenas em complexos logísticos e industriais. A WTorre entra com uma área total de 880 mil m² e a Goodman aportará R$ 320 milhões. À frente da nova empresa, está o executivo brasileiro Cesar Nasser, com passagens pela WTorre e RB Capital.

O Estado de S.Paulo

26 de novembro de 2012 | 02h09

A Goodman não chegou tarde

demais a esse mercado?

Os australianos estudaram exaustivamente o mercado brasileiro. A ideia inicial era comprar imóveis prontos para administrar, mas no segmento que eles queriam, que é o de padrão "triple A", os preços já estavam impraticáveis. Foi aí que a Goodman optou por se associar a uma empresa brasileira e iniciar os empreendimentos do zero.

A empresa já nasce tendo de enfrentar uma grande concorrência...

Sim, mas esse ainda é um mercado fragmentado e pouco profissional. Se somarmos todo o estoque de galpões industriais que já existem no Brasil aos que estão sendo construídos agora ainda estaremos anos luz atrás dos EUA. Há muito espaço para crescer. De fato, os terrenos estão caros e mais distantes, mas as fronteiras também estão se expandindo.

Que contribuições a Goodman pode dar a essa nova empresa?

Com presença em todos os continentes, a Goodman pode atrair investidores estrangeiros para os fundos imobiliários de seus empreendimentos e até sua carteira de clientes, que inclui empresas como Microsoft, FedEx, Unilever e Amazon.

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