Oscilação do dólar atrapalha mais do que queda, diz Fiesp

O diretor da Fiesp, Mario Bernardini, afirmou hoje que a excessiva oscilação do dólar poderá causar problemas para as empresas exportadoras. "O importante (para o exportador) não é o patamar, mas diminuir a volatilidade. Ela faz o importador trabalhar na faixa pessimista e o exportador na otimista. Nos dois casos o País perde", disse.Na opinião dele, se a moeda norte-americana se estabilizar em torno de R$ 3,20, a balança comercial poderá terminar o ano em até US$ 16 bilhões, 22% superior aos US$ 13,1 bilhões do ano passado. "O superávit não mudará muito se o dólar ficar em R$ 3,20 ou R$ 3,45", afirmou.O que preocupa o diretor da Fiesp é a alta utilização da capacidade instalada dos setores exportadores. "Esse é um gargalo que hoje limita o superávit em US$ 18 bilhões. Se o Brasil quiser aumentar a corrente de comércio, terá que investir em capacidade produtiva. O que não tem acontecido por causa dos juros proibitivos", disse.

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