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Oscilação nos mercados pode afetar economias, diz OCDE

Segundo entidade, perspectivas da economia mundial são, agora, 'claramente menos brilhantes e mais incertas'

João Caminoto, da Agência Estado,

05 de setembro de 2007 | 09h54

A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) informou nesta quarta-feira, 5, que a recente volatilidade nos mercados financeiros deve ter um impacto negativo sobre a economia mundial, cujas perspectivas a partir de agora são "claramente menos brilhantes e mais incertas". O economista-chefe da entidade que congrega trinta dos países mais industrializados do mundo, Jean-Philippe Cotis, disse que até agora a ação dos bancos centrais tem ajudado a conter a turbulência. "Embora seja ainda muito cedo para se verificar como a reprecificação ocorrida até agora - e possíveis novos ajustes financeiros - vão afetar as perspectivas para a atividade, isso aconteceu num momento em que o ritmo econômico mundial ainda estava forte", afirmou Cotis. Por isso, explicou, as projeções de crescimento econômico para este ano feitas pela OCDE em maio passado sofreram apenas pequenas revisões. Para as sete maiores economias do mundo (G7), a previsão de avanço em 2007 foi reduzida em 0,1 ponto porcentual, para 2,2%. A estimativa de expansão do PIB dos Estados Unidos passou de 2,1% para 1,9%, e da zona do euro de 2,7% para 2,6%. No caso do Japão, foi mantida em 2,4%. Juro americano A organização destacou que pode "haver uma justificativa para algum relaxamento" da taxa de juros básica nos Estados Unidos, após o corte em agosto da taxa de desconto do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos). A taxa de redesconto é válida para os empréstimos do Federal Reserve aos bancos comerciais.  O economista-chefe da OCDE disse que os principais bancos centrais do mundo enfrentam uma perspectiva econômica caracterizada por uma capacidade ociosa limitada e taxas de desemprego muito baixas, além de preços energéticos elevados e crescentes altas nos preços dos alimentos. "Com exceção do Japão, as taxas de inflação, apesar de alguma recente queda, estão próximas do limite altista que é consistente com estabilidade de preços", disse Cotis. Crescimento A OCDE observou que as encomendas de bens duráveis e gastos das famílias nos Estados Unidos subiram no início do terceiro trimestre. Além disso, as margens de lucros das empresas continuam amplas, embora em declínio. "Entretanto, o setor imobiliário está destinado a ser um longo e mais potente freio do que era esperado, e a confiança se enfraqueceu", disse. "Por isso, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) é projetado para cair abaixo de seu potencial durante o segundo semestre deste ano, após a forte recuperação no segundo trimestre", disse Cotis. Ele observou que ainda não foi possível avaliar a extensão total do impacto negativo da turbulência nos mercados sobre a atividade econômica nos Estados Unidos. "Em qualquer caso, a resistência do consumidor será testada pela recalibragem das taxas das hipotecas, padrões de credito mais apertados, colaterais mais fracos e criação mais fraca de empregos", disse. Em relação à Europa, Cotis disse que o sentimento do empresariado foi prejudicado pela volatilidade financeira, mas as expectativas ainda são razoavelmente positivas. Ele que o crescimento da economia japonesa, apesar de ter sofrido uma desaceleração no primeiro semestre deste ano, deve continuar ancorado principalmente pelos investimentos das empresas.

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