Oscilações diminuem no mercado

Hoje a Bolsa de Valores de São Paulo fechou o dia em alta de 2,03%, com volume de negócios na casa de R$ 761 milhões. O mercado acionário brasileiro acompanhou o movimento internacional. A Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas do setor tecnológico - fechou em alta de 2,21% e o Dow Jones, principal índice da bolsa de Nova Iorque, valorizou 0,72%. As Bolsas iniciaram o dia assustadas com a questão do México. Ontem a bolsa mexicana caiu 4,64%. Hoje abriu em alta de 0,02%, mas fechou em queda novamente, menor, em 0,20%. Com o decorrer do dia, a notícia esfriou e os investidores se animaram um pouco. De acordo com apuração do editor Francisco Carlos de Assis, os rumores de que uma agência de rating - que analisa o cenário econômico e financeiro e atribui notas - faria uma elevação na classificação do Brasil puxou um pouco o preço dos papéis na Bolsa. Mas isso não foi consenso entre os analistas. Câmbio e juros permaneceram estáveis O mercado de câmbio também começou o dia preocupado com as oscilações no México. Chegou a subir 0,28%. Mas a tranqüilidade acabou dominando os negócios por aqui e a moeda norte-americana fechou o dia com desvalorização de 0,33% e em patamares abaixo de R$ 1,80.De acordo com reportagem do editor Mário Rocha, a entrada e saída de dólares no país ficaram equilibradas e, por isso, não houve pressão na moeda norte-americana. No final do dia, a mesma notícia sobre a agência de rating fez com que o dólar caísse um pouco. Assim como todo o mercado financeiro, o mercado de câmbio aguarda uma definição sobre o desaquecimento da economia americana. Alguns operadores estão otimistas. Mas existem aqueles que acreditam que, se a reunião do Comitê de Política Monetária fosse hoje, não haveria ainda razões suficientes para queda na taxa, ou mesmo um definição de tendência, com a divulgação de viés.O mercado de juros seguiu a tendência de tranqüilidade e com expectativas em relação aos rumores da agência de rating. Mesmo a divulgação de uma prévia do IGP-M, acima da expectativa do mercado, não forçou as taxas de juros para cima. O número divulgado foi de 0,29%. Esperava-se resultado entre 0,10% e 0,20%, de acordo com apuração da editora Márcia Pinheiro.O swap prefixado de um ano fechou pagando juros de 20,29% ao ano para uma base de 252 dias úteis. Ontem, título com a mesma base de comparação, pagou 20,37% ao ano. Os operadores aguardam os números norte-americanos para chegar a uma conclusão se realmente a economia norte-americana está em processo de desaquecimento suave.

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