Oscilações mostram quais são os riscos do mercado, destaca FMI

O Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou hoje que a atual volatilidade (oscilação) nos mercados internacionais serviu para mostrar com mais clareza os riscos que ameaçam a estabilidade financeira global. O alerta é do novo diretor de relações externas do Fundo, Masood Ahmed. "A existência desses riscos sublinha a necessidade de ação para resolvê-los."O FMI vem afirmando há tempos que os mercados emergentes precisam aproveitar o ambiente benigno dos mercados externos - marcado por uma elevada liquidez (volume de negócios, pequena aversão ao risco e preços altos para as commodities - para acelerar seus processos de reformas estruturais.Em diversas ocasiões, diretores do Fundo alertaram que diante de uma reversão no cenário externo, considerada por muitos inevitável, aqueles países cujos fundamentos econômicos não foram fortalecidos nos últimos anos poderão ser penalizados.O Fundo tem manifestado também preocupação com os desequilíbrios na economia norte-americana - principalmente seu enorme déficit em conta corrente - e o ritmo lento da valorização da moeda chinesa. o crescente protecionismo comercial e o impasse na rodada da OMC também preocupam as autoridades do FMI Decisão da Bolívia pode trazer conseqüênciasO diretor do Fundo, ao ser questionado pela Agência Estado sobre o impacto da nacionalização do setor de gás na Bolívia, disse que ela "poderá ter conseqüências econômicas potenciais de maior abrangência". Ele lembrou que ao longo dos próximos seis meses vão ocorrer negociações entre o governo boliviano, de um lado, e empresas estrangeiras - e em alguns casos, governos - sobre as modalidades específicas para se implementar as novas medidas.Esse processo, acrescentou, inclui discussões para a compensação dos ativos nacionalizados, a natureza dos novos contratos operacionais e possivelmente um aumento nos preços das exportações de gás para o Brasil e Argentina. "Será importante que essas negociações cheguem a um acordo que permita a continuidade dos fluxos de capital estrangeiro criticamente necessitados pela Bolívia", disse Ahmed."Dependendo de como o assunto for tratado, poderá haver um impacto na continuidade da disponibilidade de capital privado doméstico e estrangeiro para investir no setor de hidrocarbononeto, que é uma importante parte da economia boliviana." Ele informou que uma equipe do Fundo realizando uma visita na Bolívia e deverá apresentar uma avaliação mais detalhada sobre o caso.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.