OSX, de construção naval, pode ser a próxima a pedir recuperação judicial

Empresa foi criada para servir de suporte à petroleira de Eike Batista; decisão ainda não está tomada

Irany Tereza e Mariana Durão, da Agência Estado,

30 de outubro de 2013 | 19h28

RIO - Nas próximas semanas a empresa de construção naval do grupo EBX também pode recorrer a um pedido de recuperação judicial. Segundo fontes que acompanham o processo, a decisão ainda não está tomada, mas é considerada como a mais provável. Nesta quarta-feira, 30, a petrolífera OGX, antes a empresa carro-chefe do conglomerado criado por Eike Batista, entrou com um pedido de recuperação judicial, o maior do setor corporativo na história da América Latina. Este é o último recurso antes de uma possível falência da empresa.

"De imediato não será feito o pedido (de recuperação), tudo vai depender do processo da OGX", disse outro executivo que acompanha de perto a operação. De acordo com ele, não será tomada decisão semelhante em nenhuma outra empresa do grupo X.

Extremamente ligada ao desempenho da OGX, a empresa de construção naval foi criada com o objetivo principal de responder pelas encomendas da petroleira de Eike Batista. Há duas semanas, a OSX conseguiu adiar o pagamento de um empréstimo ponte de R$ 518 milhões com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Está ainda em negociação com a Caixa Econômica para estender o prazo de pagamento de outro empréstimo, no valor de R$ 400 milhões.

Criada em 2007, a OGX acumula dívidas sem garantia no valor de US$ 5,1 bilhões. A conta inclui pelo menos US$ 900 milhões com a OSX.

BNDES. O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, disse que a situação das empresas do Grupo EBX com o banco está "inteiramente equacionada". Questionado por repórteres que cobriam sua participação no seminário Construindo Startups de Classe Mundial, no TecnoPuc, o executivo reafirmou que, do ponto de vista do BNDES, não há preocupação com as dívidas do conglomerado do empresário Eike Batista.

"Já resolvemos toda a nossa exposição de crédito ao grupo e não teremos perda em relação aos nossos créditos", sustentou, garantindo que a exposição por crédito direto é "zero". Coutinho confirmou que há um empréstimo-ponte (de R$ 418 milhões, para a OSX), com a ressalva de que a operação está coberta por garantia bancária.

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