OSX faz planejamento para levantar receita

Enquanto participa das negociações como credora da OGX e elabora seu plano de recuperação judicial, a OSX tenta executar um planejamento para levantar receita. O caixa da companhia ao fim de setembro era de apenas R$ 196,6 milhões, uma corrosão de R$ 602,9 milhões frente ao segundo trimestre.

O Estado de S.Paulo

30 de novembro de 2013 | 02h16

A expectativa é que nas próximas semanas seja anunciada a venda da fatia de 49% da OSX na Integra, joint-venture formada com a Mendes Júnior (51%) para fazer a integração das plataformas replicantes P-67 e P-70, da Petrobrás.

Segundo uma fonte, essa participação é avaliada em cerca de US$ 60 milhões. Os recursos seriam usados para fazer caixa e terminar a área do cais onde serão montadas as unidades da estatal, no Porto do Açu, em São João da Barra (RJ).

A OSX tenta assinar novos contratos para explorar o cais. Entre os candidatos estão a própria Mendes Júnior e a espanhola Dragados Offshore. Recentemente a empresa anunciou a devolução de 50% da área hoje ocupada por seu estaleiro à LLX, dona do porto. Com isso, cortará despesas de aluguel.

O espaço que restará à OSX no Açu está sendo negociado com prestadores de serviços para o setor de óleo e gás, como Asgaard e Nitport. A empresa de construção naval pretende ser parceira nas operações e ainda receber uma taxa pela área ocupada por eles.

O contrato firmado com a LLX no auge do império X estipula um aluguel vantajoso à companhia - US$ 5 por metro quadrado, dez vezes menor que o valor de mercado -, que ganharia com a diferença nos contratos. A estimativa é gerar receitas de US$ 800 milhões em 20 anos.

Paralelamente, continua em andamento uma solução para as plataformas OSX-1 e OSX-2. A primeira opção da companhia é a venda dos ativos.

Segundo fonte próxima às negociações, há interessados analisando as especificações técnicas das unidades. A lista incluiria BG, Anadarko, QGEP e a holandesa SBM Offshore. A expectativa é que até março haja ofertas firmes pelas FPSO./ M.D.

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