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Bolsa retoma os 98 mil pontos com otimismo em relação à reforma da Previdência

Ibovespa fechou em alta de 2,8%, segundo maior avanço porcentual do ano; expectativa do mercado é de que proposta para a Previdência não tenha dificuldade em avançar

Paula Dias e Altamiro Silva Junior, O Estado de S.Paulo

11 de março de 2019 | 12h25
Atualizado 11 de março de 2019 | 17h58

O mercado de ações brasileiro foi impulsionado nesta segunda-feira, 11, por perspectivas positivas para o início da tramitação da proposta de reforma da Previdência na Câmara dos Deputados nos próximos dias. O Ibovespa terminou aos 98.026,62 pontos, em alta de 2,79%. Foi o segundo maior avanço porcentual do ano, levando o índice de volta ao nível de 98 mil pontos, perdido desde o dia 15 de fevereiro.

O dólar à vista fechou em baixa de 0,75%, a R$ 3,8409, na maior queda porcentual em duas semanas, também refletindo o bom humor dos agentes em relação à reforma da Previdência.

Reforçou o tom positivo no mercado doméstico a conversa que o presidente Jair Bolsonaro teve com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), no fim de semana, na qual os dois acertaram trabalhar em conjunto pela reforma e o presidente disse que vai atuar ativamente, sobretudo nas próximas duas semanas.

Além disso, foi confirmada para esta quarta-feira a instalação da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara, por onde começa a tramitação de todas as propostas que passam pela Casa, inclusive a reforma da Previdência.

A expectativa do mercado é de que o texto não tenha dificuldade em avançar, especialmente após as recentes indicações de que o governo liberou verbas para emendas parlamentares e nomeações para o segundo escalão nos Estados.

As bolsas de Nova York também ajudaram, alcançando máximas na etapa vespertina, com as ações da Apple puxando para cima o setor de tecnologia, após melhora de recomendação do papel, e a valorização do petróleo beneficiando as ações da área de energia. Os investidores ainda reagiram a comentários do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, que fez o dólar perder força ante a maior parte das moedas.

No Brasil, as ações do chamado "kit Brasil", ou "kit privatização", também mostraram força. Eletrobras PNB avançou 5,52%, Petrobras PN ganhou 4,05% e Banco do Brasil ON subiu 3,07%. Os papéis da Petrobras também reagiram à alta dos preços do petróleo e a notícia de sexta-feira sobre nova etapa do plano de desinvestimento da companhia.

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