Danis Balibouse/Reuters
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Otimismo de executivos brasileiros com economia cai de 95% para 78%

Pesquisa anual da consultoria PwC aponta que 56% dos CEOs ouvidos estão confiantes quanto ao desempenho de suas empresas este ano e 22%, muito confiantes, menos do que no início do governo Bolsonaro

Rolf Kuntz, enviado especial, O Estado de S.Paulo

20 de janeiro de 2020 | 16h33

DAVOS - Executivos brasileiros declaram-se otimistas quanto ao desempenho de suas empresas em 2020, segundo a pesquisa anual da consultoria PwC. Setenta e oito por cento dos CEOs ouvidos dizem esperar crescimento de receita neste ano - 56% confiantes e 22% muito confiantes. No ano passado, diante do início de um novo governo, as boas expectativas foram manifestadas por 95%.

A sondagem foi apresentada em evento paralelo à reunião do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, nesta segunda-feira, 20. Ganho maior será obtido por meio de aumento da eficiência operacional, segundo 89% dos consultados. Setenta e oito por cento mencionaram lançamento de produtos e 52% indicaram a intenção de colaborar com outras empresas e com startups.

Metade dos dirigentes citou, no entanto, incerteza quanto ao ritmo de crescimento econômico e preocupação com o peso dos impostos. Regulação excessiva permanece entre as os principais problemas (48%), assim como a infraestrutura inadequada (47%). Populismo foi apontado como risco por 42% dos executivos.

Com o impacto das novas tecnologias, investir em qualificação deixa de ser uma opção e passa a ser um imperativo, segundo a maior parte dos consultados.

O otimismo é muito menor em relação à economia internacional. Os confiantes na aceleração da atividade global passaram de 50% em 2019 para 19% em 2020, enquanto 45% passaram a apostar em desaceleração. Na pesquisa global, conduzida em 83 países, só 22% indicaram acreditar em melhora da economia mundial. Os otimistas eram 42% na pesquisa anterior. Além disso, globalmente só 27% dos dirigentes se declaram “muito confiantes” no aumento receita de suas empresas.

 

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