Otimismo do comércio para o Natal é recorde, aponta Serasa

Porcentagem dos empresários que espera aumento no faturamento, ante 2006, supera 50% pela primeira vez

Amanda Valeri, da Agência Estado,

12 de dezembro de 2007 | 16h03

O comércio está otimista com as vendas do Natal deste ano, revela a pesquisa Serasa de Perspectiva Empresarial. Segundo o levantamento, 61% dos empresários entrevistados esperam ter um crescimento no faturamento, em relação ao Natal de 2006. Considerando todas as datas festivas do varejo, esta é a primeira vez que a barreira de 50% é rompida desde 2005, quando a pesquisa foi iniciada. Segundo os analistas da companhia de análise de crédito, as perspectivas estão coerentes com o atual cenário econômico, que é reflexo do aumento da renda do consumidor, do crescimento do emprego formal, da redução das taxas de juros, da maior oferta de crédito e alongamento de seus prazos e da estabilidade da inadimplência. A Pesquisa Serasa de Perspectiva Empresarial para o Natal 2007 considerou uma amostra de 1.008 empresas do varejo, representativas de todo o Brasil e segmentadas por porte (pequeno, médio e grande) e região (Norte, Nordeste, Sul, Centro-Oeste e Sudeste). De acordo com a Serasa, o varejo nacional espera um crescimento médio de 15,5% do faturamento neste Natal, em relação ao mesmo período do ano passado. A expectativa de aumento do faturamento dos entrevistados é maior em relação a estimativa de crescimento verificada no Dia das Crianças (49% dos empresários), Páscoa e Dia dos Pais (ambos com 48%). Por regiões, os entrevistados do Norte do Brasil foram os mais otimistas, com 70% do empresários do varejo confiantes em aumento do faturamento. Em seguida aparecem os empresários do Sul (66%), Sudeste e Centro-Oeste (ambos com 59%) e Nordeste (56%). Em relação ao volume de vendas físicas (quantidade vendida), 59% dos entrevistados estão confiantes num incremento em relação ao Natal de 2006. Segundo a Serasa, desde o Dia das Crianças, esta é a primeira vez que a expectativa das vendas físicas é menor do que a do faturamento. Com esse resultado, os analistas da instituição indicam que os presentes serão de maior valor. Com 30% dos votos, os celulares continuam na primeira colocação como opção de compra neste Natal, na opinião dos empresários. Na seqüência aparecem as confecções e acessórios (20%), eletrônicos (17%), eletrodomésticos (11%), brinquedos (7%) e perfumaria de cosméticos (3%).

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