Otimismo do consumidor cai e é o mais baixo em oito meses

Pelo terceiro mês consecutivo, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC), calculado pela Fecomercio (Federação do Comércio do Estado de São Paulo), seguiu trajetória de queda, apresentando variação negativa de 5,6% e atingindo 134,1 pontos, patamar mais baixo dos últimos oito meses. A escala varia de 0 a 200 e mostra pessimismo abaixo de 100 e otimismo acima desse número. O discreto aumento do emprego e da renda e as pressões inflacionárias que não cedem frente ao sucessivo crescimento da taxa básica de juros são refletidos no humor dos consumidores, que estão descrentes das promessas de melhoras. Essa é a primeira vez, desde que o índice foi criado, em 1994, que todos os grupos pesquisados apresentaram quedas significativas tanto na expectativa quanto ao futuro, quanto em relação ao presente. A queda mais expressiva foi observada no grupo de consumidores com renda superior a dez salários mínimos. Para esse segmento, o ICC apresentou queda de 9,8%, situando-se em 145,1 pontos. Nele, a queda foi puxada pela expectativa em relação ao futuro, com variação negativa de 11,1%. Esses resultados mostram que o consumidor está menos otimista quanto à situação econômica presente e à futura. A queda no ICC indica uma redução das expectativas ligadas à melhoria mais concreta dos níveis de emprego e renda que, até o momento, vêm mostrando sinais muito tímidos de recuperação para garantir um ritmo razoável de desenvolvimento sustentável. Para a assessoria econômica da Fecomercio, com a trajetória crescente dos juros e a queda expressiva do ICC, deve-se esperar a desaceleração do consumo privado para os próximos meses. Segmentos Ao contrário de abril, quando os homens manifestaram maior retração do otimismo quanto a expectativas futuras, com redução de 0,7%, em maio, coube às mulheres o maior índice de insatisfação. Esse grupo apresentou queda de 7,3%, puxando o ICC para baixo. Apesar disso, o ICC para o grupo masculino também registrou variação negativa, ficando com 132,5 pontos (queda de 5,0%). Com relação à idade, o grupo de consumidores com mais de 35 anos apresentou maior insatisfação, principalmente com relação às expectativas futuras, que caíram 8,0%. Para o grupo de menores de 35 anos, a variação no ICC também foi negativa (4,6%), situando-se em 139,4 pontos.

Agencia Estado,

17 Maio 2005 | 12h32

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.