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Otimismo do empresário tem a maior queda dos últimos 10 meses, diz CNI

Indicador calculado pela Confederação nacional da Indústria chegou a 57,5 pontos este mês, o que representou uma queda de 2,2 pontos em relação a abril

Célia Froufe, da Agência Estado,

19 de maio de 2011 | 11h45

O otimismo do empresário brasileiro registrou em maio a maior queda dos últimos 10 meses, segundo o Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O indicador chegou a 57,5 pontos este mês, o que representou uma queda de 2,2 pontos em relação a abril. Na comparação com maio do ano passado, a queda foi ainda maior, de 8,8 pontos. Com isso, o indicador ficou abaixo da média histórica, iniciada em 1999, de 59,7 pontos. Segundo a assessoria de imprensa da CNI, é a primeira vez que isso ocorre depois da crise financeira internacional, mas a confiança do empresário vem se reduzindo desde fevereiro do ano passado.

O Icei varia de zero a cem. Assim, a CNI avalia que o empresário da indústria segue otimista, apesar do recuo no mês passado, porque o indicador ainda se situa acima dos 50 pontos. Pela pesquisa da Confederação, "a queda na confiança sinaliza potencial redução nos investimento da indústria nos próximos meses".

A CNI revelou também que a queda do otimismo foi puxada principalmente pela percepção dos industriais de que as condições da economia brasileira em relação aos últimos seis meses pioraram. Esse componente ficou em 44,9 pontos em maio, bem abaixo da linha divisória dos 50 pontos. O componente sobre as condições da empresa em comparação aos seis meses anteriores chegou a 50,3 pontos, revelando que "a situação da própria empresa parou de melhorar".

O levantamento destacou, porém, que as expectativas do empresariado da indústria sobre a economia e a sua empresa para os próximos seis meses permanecem otimistas, com 62,1 pontos em maio. Mesmo assim, foi verificada uma queda em relação a abril, quando estava em 64,3 pontos. Entre os três segmentos da indústria pesquisados pelo Icei, a extrativa foi o único que assinalou aumento, com 63,8 pontos em maio (0,7 ponto a mais do que abril). O Icei da indústria de transformação caiu 1,9 ponto - de 58,1 para 56,2 -, enquanto a construção civil registrou a maior queda do Icei, de 2,7 pontos, entre abril e maio.

A pesquisa foi realizada entre 29 de abril e 17 de maio, com 1.819 empresas, das quais 998 pequenas, 566 médias e 255 de grande porte.

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