DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO
DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO

Otimismo dos consumidores é o maior desde dezembro de 2013

Mudança no cenário político possivelmente influenciou a melhora, segundo a FGV, mas a euforia tende a perder força

Idiana Tomazelli , O Estado de S.Paulo

24 de maio de 2016 | 09h30

RIO - O otimismo dos consumidores com a economia nos próximos meses atingiu o maior patamar desde dezembro de 2013, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV). O indicador avançou 14,4 pontos em maio ante abril, de 86,0 pontos para 100,4 pontos, possivelmente devido à mudança no cenário político. A instituição alerta, contudo, que essa euforia tende a ser atenuada com o passar do tempo.

Neste mês, a confiança do consumidor avançou 3,5 pontos, para 67,9 pontos, segundo a FGV. O resultado foi puxado pelo Índice de Expectativas (IE), que subiu 5,3 pontos ante abril, já descontados efeitos sazonais.

"O avanço pontual do IE em maio parece ser explicado por uma leitura favorável, por uma parcela dos consumidores, em relação às perspectivas da economia após a mudança no comando político. Este tipo de efeito costuma ser captado em situações similares e tende a perder a força ao longo do tempo, principalmente caso a economia não dê sinais efetivos de melhora", diz a instituição em nota. "O resultado geral da pesquisa mostra que a confiança do consumidor continua baixa em termos históricos e com tendência indefinida para os próximos meses."

Entre os quesitos que integram a confiança do consumidor, a maior contribuição veio justamente do indicador que mede o otimismo em relação à economia. A parcela de famílias que projetam melhora avançou de 20,0% para 29,9%, enquanto a das famílias que preveem piora recuou de 35,2% para 24,4%. Já o indicador que mede o grau de satisfação dos consumidores sobre a situação financeira atual da família subiu 2,7 pontos em maio ante abril.

Por classes de renda, houve alta da confiança em todas as faixas. A melhora mais expressiva ocorreu no índice dos consumidores de maior poder aquisitivo (renda superior a R$ 9,6 mil mensais), cuja alta foi de 9,3 pontos. Para essas famílias, o momento é mais favorável inclusive para a compra de bens duráveis.

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