Otimismo dos empresários é o pior desde 1999

Desde 1999 que os empresários não começavam um ano tão pouco otimistas. Essa foi a principal conclusão da Sondagem Industrial, realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), apontando ainda que o indicador de expectativas para os próximos seis meses, em relação à própria empresa, ficou em 66,1 pontos. É o pior resultado, se comparados todos os janeiros dos últimos sete anos. Em 99, quando esse indicador ficou em 53,6 pontos, coincidiu a desvalorização cambial no País.A expectativa em relação à economia brasileira, nos próximos seis meses, obteve um indicador de 58,2 - também o mais baixo desde 1999, quando alcançou 41,1. Pela metodologia da pesquisa, as perguntas recebem pontos que variam de zero a 100. O indicador que ficar acima de 50 representa maior otimismo dos empresários pesquisados. Na avaliação do economista da CNI, Renato Fonseca, ainda há um otimismo do empresariado, porém, com menor intensidade. Em janeiro de 2005, por exemplo, o indicador para a economia nos próximos seis meses era de 65,7 pontos. Com relação a expectativa do empresário com sua própria empresa, o indicador, em janeiro de 2005, era de 70,5 pontos. Chances de expectativas melhoraremFonseca afirmou que apesar do resultado pouco otimista do sentimento dos empresários neste início de ano, a Sondagem Industrial revela que há chances das expectativas melhorarem ao longo do ano. A pesquisa mostra que os indicadores para os próximos seis meses, em relação ao faturamento entre as grandes empresas, está em 56,1 pontos e entre as pequenas e médias, 55,1 pontos.Segundo ele, mais empresas agora em janeiro acreditam que vão faturar nos próximos seis meses, do que o número de empresas que responderam favoravelmente em outubro do ano passado. Naquele momento, o indicador entre as grandes empresas era 55,4 pontos e entre as pequenas e médias, 51,9.Exportações e mercado de trabalhoPara as exportações, os empresários acreditam que elas vão melhorar ao longo dos próximos meses. Entre as grandes empresas, o indicar foi de 50,7 pontos contra 48,5 pontos, em outubro de 2005. Entre as pequenas e médias o indicador foi 49.1 pontos, contra 43,4 em outubro do ano passado.Com relação ao número de empregados, a pesquisa da CNI mostra que os empresários não pretendem fazer novos cortes e nem indica contratação. Entre as grandes empresas, o indicador foi de 50,5 pontos, contra 47,9, em outubro passado e entre as pequenas e médias empresas, 49,2 pontos, contra 46,7, em outubro de 2005.A pesquisa foi realizada entre os dias 4 e 24 de janeiro e ouviu 1.452 grandes, pequenas e médias empresas.

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