Otimismo e pessimismo crescem na indústria, diz FGV

O porcentual de empresários que consideram boa a situação atual dos negócios subiu em abril para 25%. A 159ª Sondagem Trimestral da Indústria de Transformação, divulgada nesta quarta-feira pela Fundação Getúlio Vargas, mostrou que, em janeiro este total estava em 20%, ao passo que, no mesmo mês do ano anterior, essa parcela representava 21% dos entrevistados. Porém, embora tenha aumentado o número de otimistas, também cresceu o porcentual de pessimistas. Na pesquisa de abril, 22% consideravam fraca a situação dos negócios, contra 19% em janeiro. No mesmo mês do ano anterior o total era ainda menor: 16%. Vale ressaltar ainda que na pesquisa de julho de 2005 o percentual de empresários pessimistas com os negócios atuais era de 40%, e os que avaliavam a situação como boa, 18%. Outras projeções As projeções das empresas para o segundo trimestre do ano são melhores do que as realizadas na pesquisa de igual mês de 2005. De abril a junho, a procura por produtos industrializados deverá aumentar em relação ao primeiro trimestre para 46% das 491 empresas consultadas, e diminuir para 12% delas. Na pesquisa realizada em abril de 2005, 45% das empresas projetavam aumento da demanda no segundo trimestre e 12% apostavam em redução. As estimativas para aumento de produção também são melhores na pesquisa de abril deste ano: 56% acreditam em aumento da produção neste segundo trimestre e 13% projetam redução da atividade. Na mesma pesquisa realizada em abril do ano passado, os percentuais eram 52% (aumento da produção) e 11% (queda). Entre as empresas que pretendem contratar neste segundo trimestre, o percentual cresceu para 25% ante 24% na pesquisa realizada em abril do ano passado. Mas, na mesma base de comparação, as empresas que pretendem reduzir o número de trabalhadores subiu de 10% para 17%. Melhora nos negócios O levantamento revela ainda que as expectativas para os próximos seis meses melhoraram em abril, de 50% para 54% dos entrevistados, quando se comparam os dados com a pesquisa anterior, que projetava a situação dos negócios para o período janeiro a junho/2006. Já os que acreditam em piora mantiveram-se estáveis, em 10%. A pesquisa mostra que o saldo de 44 pontos porcentuais entre as respostas da ponta positiva e as da ponta negativa é o melhor resultado desde janeiro de 2005, quando o saldo foi de 51 pontos. De lá para cá, foram realizadas cinco novas sondagens pela FGV.

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