Otimismo encerra reunião do G-7

As perspectivas para a economia mundial estão fortalecidas; entretanto, ainda existem riscos, afirmaram os ministros das finanças do Grupo dos 7 que concluíram neste sábado sua primeira reunião do ano. Os ministros das nações mais industrializadas do mundo e os diretores de bancos centrais pediram mais cooperação global no combate ao terrorismo. O G-7 se comprometeu hoje a criar um mecanismo para bloquear os bens dos grupos terroristas de forma simultânea nas sete nações mais industrializadas do mundo, conforme pedido dos Estados Unidos.As reformas anunciadas pela Argentina foram elogiadas, mas os ministros recomendaram que o país trabalhe estreitamente com o Fundo Monetário Internacional, dando prosseguimento às reformas propostas pelo FMI, como a reabertura dos bancos e a livre flutuação de sua moeda frente ao dólar, para colocar um fim à crise econômica que tem causado distúrbios e instabilidade política.Em sua declaração final, os funcionários dos Estados Unidos,Canadá, Grã Bretanha, França, Alemanha, Itália e Japão, expressaram seu apoio ao rápido crescimento e às reformas econômicas feitas pela Rússia. Reconheceram o papel do país na ajuda no combate ao terrorismo, anunciando que mais de US$ 100 milhões de fundos de terroristas foram congelados ou confiscados pelo país desde os ataques do dia 11 de setembro.O plano de prevenir crises financeiras similares às da Argentina e o estudo da economia global foram foco das conversações deste sábado. O diretor-gerente do FMI, Horst Koehler, informou as medidas que o governo de Buenos Aires tem tomado para persuadir o FMI a financiar até US$ 25 milhões ao país. A polícia chegou a dispersar algumas dezenas de manifestantes que responsabilizaram o FMI pela crise argentina. Em dezembro, o FMI suspendeu os novos empréstimos à Argentina e a dívida externa do país subiu a US$ 141 milhões.Na sexta-feira, o novo presidente argentino Eduardo Duhalde revelou um plano para reduzir os gastos, ao mesmo tempo em que permitirá a flutuação do peso a partir de segunda-feira."Há o reconhecimento de que a Argentina tem dado alguns passos importantes, mas obviamente falta muito o que fazer", disse o ministro canadiense das finanças Paul Martin.

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