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Otimismo externo faz Bovespa quase zerar as perdas deste mês

Cenário:

CLÁUDIA VIOLANTE , O Estado de S.Paulo

21 de dezembro de 2011 | 03h08

O otimismo prevaleceu nos mercados ontem e a Bovespa, após quatro pregões ruins, conseguiu zerar quase toda a perda acumulada no mês, que estava perto de 3% na segunda-feira. A alta generalizada das ações ganhou mais tônus no final dos negócios, com o principal índice da bolsa paulista, o Ibovespa, batendo a máxima no fechamento, em valorização de 2,83%, aos 56.864,85 pontos.

Esse resultado derrubou as perdas no mês para apenas 0,02%. No ano, o índice ainda recua 17,95%. O giro financeiro no pregão totalizou R$ 5,756 bilhões.

O índice Dow Jones também exibiu ganho muito parecido, ao subir 2,87%, enquanto o S&P 500 avançou 2,98% e o Nasdaq, + 3,19%. Na Europa, epicentro da crise de dívidas soberanas, as bolsas tiveram um dos melhores pregões do mês e o euro retomou a marca de US$ 1,31. Essa melhora de humor encontrou sustentação no aumento da confiança das empresas na Alemanha acima do previsto, para 107,2 pontos, e no surpreendente crescimento de 9,3% das obras iniciadas nos EUA em dezembro (ante projeções de +0,3%), reforçando o sentimento de que o país pode estar deixando para trás a zona de perigo. Outra âncora importante do dia foi o bem-sucedido leilão de títulos de curto prazo da Espanha, que conseguiu vender mais do que o previsto e com taxas mais baixas.

Em linha com o mercado internacional de moedas, o dólar caiu para R$ 1,8430 no balcão (-1,34%), o que reduziu o ganho acumulado pela moeda neste mês para 1,88% e, no ano, para +10,76%. O mercado de câmbio doméstico operou com o dólar em baixa o dia todo nesta terça-feira, Além de reagir aos indicadores melhores lá fora, os dados do setor externo brasileiro em novembro e até o dia 16 deste mês, revelados pelo Banco Central, foram considerados positivos e animaram os agentes financeiros, ao fortalecer perspectivas de continuidade de fluxo cambial para o País,

Após o ajuste de alta dos últimos dias, as taxas projetadas pelo juros futuros devolveram prêmios ontem, conduzidas basicamente por sinais de arrefecimento dos preços e por declarações do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, que afirmou que há um processo de convergência da inflação para a meta, mas se limitou a dizer que esta será menor em 2012 do que foi em 2011, sem fixar um valor. A taxa projetada pelo contrato com vencimento em janeiro de 2013 ficou em 9,88%, de 9,91% na véspera.

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