Otimismo na Argentina com a renegociação da dívida

No ministério de Economia daArgentina há uma boa dose de otimismo em relação àreestruturação da dívida que começará a ser negociada com osgrupos credores a partir desta semana que entra. Como foipublicado no Diário Oficial, o decreto que designa os bancosorganizadores da troca da dívida está sendo considerada como umaprimeira vitória do ministro Roberto Lavagna. O destaque fica por conta da aprovação da cláusula que prevêo pagamento de uma comissão adicional aos bancos no caso de queestes consigam trocar mais de dois terços, ou seja, 66%, dototal dos bônus. Trata-se de um importante ponto na estratégiadesenhada por Lavagna, quem analisa mudar as cláusulas dascondições de emissão dos títulos e para isso conta com umamanobra sutil: pelas cláusulas de emissão dos bônus Global eBrady, que representam o grosso da dívida em default, ao sertrocado 66% d o montante emitido, o governo se habilitaautomaticamente para poder mudar as condições de emissão destestítulos. O objetivo do governo é forçar os detentores de bônus que serecusem a entrar na reestruturação à fazê-lo, indiretamente,através das mudanças das cláusulas que estão sendo analisadas. Aprimeira delas, implica em tirar esses títulos dos principaismercados norte-americanos e europeus, de maneira a subtrair-lhesliquidez no mercado secundário. A segunda, trata-se de tornar sem efeito a cláusula derenúncia à imunidade soberana, e com isso impedir que o paísseja processado no futuro pelo default. A terceira mudança seriaa troca da jurisdição dos bônus mencionados, de Nova York para aArgentina. Essa última seria a mais difícil para o governoconseguir, já que necessitaria uma adesão de 100% dos detentoresde bônus, segundo explicou o especialista no assunto, o advogadoEugenio Bruno. Ele lembra ainda que o mecanismo de manobra que ogovern o argentino pensa em adotar já foi utilizado pelo Equadore pelo Uruguai.

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