Otimismo nos materiais de construção

O otimismo crescente dos fabricantes de materiais de construção é outro forte indício de que os investimentos na economia devem voltar a crescer. O segmento de construção civil, que inclui residências e obras públicas, responde por mais da metade (55%) do investimento que é contabilizado no Produto Interno Bruto (PIB). O setor de máquinas responde pelo restante.

Márcia De Chiara, O Estadao de S.Paulo

14 de setembro de 2009 | 00h00

Pesquisa da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat)revela que, desde julho, não para de crescer a fatia de indústrias do setor que traçam um cenário otimista para as vendas no mercado doméstico. Em julho, 55% das indústrias consultadas estavam otimistas. O porcentual subiu para 66% em agosto e 71% este mês.

Melvyn Fox, presidente da Abramat, aponta três fatores, todos ligados a iniciativas do governo, que sustentam a retomada. Um deles é a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para materiais de construção. O outro é o programa de obras de infraestrutura do governo, o PAC. E, finalmente, o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida. Fox diz que, até agora, o programa habitacional não ampliou a demanda por materiais. Mas o setor trabalha com a perspectiva de que, até julho de 2010, 700 mil de 1 milhão de casas já terão sido aprovadas e estarão com obras em andamento.

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