Otimismo volta aos investidores e bolsas da Ásia sobem

Os mercados asiáticos tiveram fortealta nesta terça-feira, depois que o JPMorgan elevou oferta decompra do Bear Stearns e que as vendas de moradias nos EstadosUnidos tiveram um inesperado aumento, elevando as expectativasde uma recuperação nos mercados de crédito e imobiliárionorte-americanos. Às 8h06 (horário de Brasília) o índice MSCI que reúnemercados da região Ásia-Pacífico exceto Japão tinha forte altade 4,18 por cento, aos 453,84 pontos. Será o terceirofechamento seguido em alta do índice e o maior ganho diário doindicador desde o final de janeiro. O índice Nikkei da bolsa de TÓQUIO subiu 2,1 por cento, coma Canon e outras exportadoras se beneficiando da queda do ieneante o recorde de maior alta em 13 anos da semana passadafrente ao dólar. Ações de instituições financeiras por todo o continente,desde o cingapuriano United Overseas Bank ao australianoBabcock & Brown, dispararam depois que o JP Morgan Chasequintuplicou sua oferta pelo Bear Stearns. "Há um indício de que o mau momento no mercado de moradianos Estados Unidos possa estar perto do fim e isso combinadocom a melhora da oferta pelo Bear Stearns ajuda a compor umaexpectativa nos investidores de que o pior momento da crise jápassou", afirmou Hans Kunnen, chefe de pesquisa de investimentona Colonial First State, em Sydney. "Mas o mercado está secomportando como um ioiô". A bolsa de SEUL subiu 1,19 por cento, a bolsa de SYDNEYdisparou 3,7 por cento e o índice Hang Seng, da bolsa de HONGKONG, disparou 6,4 por cento. XANGAI teve oscilação positiva de0,09 por cento, TAIWAN recuou 0,8 por cento e CINGAPURA avançou2,5 por cento. No mercado cambial, o dólar caiu ante a marca psicológicade 100 ienes, invertendo os ganhos do início das sessão depoisque dados melhores que o esperado sobre moradias nos EstadosUnidos reavivaram o otimismo sobre a maior economia do mundo. "A grande questão agora é saber se a recuperação do dólarfoi meramente um ajuste de posição antes dos feriados ou algoque possa impactar nos mercados globais mais a frente",explicou Haruhisa Takagi, chefe de câmbio no Sumitomo MitsuiBank.

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