Otimista, FMI vê os EUA como líder da retomada

O Fundo Monetário Internacional (FMI)mostrou-se mais otimista ao aumentar sua previsão de crescimentoneste ano para a economia mundial de 4,1%, feita em setembro,para 4,6%. Para 2005, o FMI prevê que o PIB do mundo cresça 44%. Como justificativa, o FMI alegou que "vários fatores podemcriar uma recuperação mais firme a curto prazo, especialmente asólida recuperação do comércio mundial, a subida generalizadanos mercados financeiros e a força da economia dos EstadosUnidos". Porém, no relatório semestral Panorama Econômico Mundial,divulgado ontem, o FMI ressaltou que a previsão pode serprejudicada por ataques terroristas, pelo preço do petróleo epor uma mudança abrupta das taxas de juros. "Como os recentes acontecimentos de Madri e em outros lugaresressaltaram, as incertezas geopolíticas e a volatilidade nascotações de petróleo continuam sendo uma preocupação", afirma otexto. "Um dos principais desafios para os bancos centrais será o decomunicar suas intenções o mais claro possível para reduzir osriscos de mudanças abruptas nas expectativas." Para os EUA, o FMI elevou a projeção de crescimento para 4,6%,o que, se confirmado, será o maior avanço do país desde o avançode 7,2% em 1984. Para 2005, o ritmo deve cair um pouco e aeconomia americana deve ficar 3,9% maior. Pelos cálculos do FMI, a China vai crescer 8,5% este ano e 8%no próximo. Mas zona do euro, onde o consumo "continua fraco ealguns indicadores de crescimento futuro retrocederam ouestancaram", o aumento será este ano de 1,7% e 2,3% em 2005. O FMI acredita que os EUA vão restringir de maneira "moderada"sua política monetária e começarão a subir suas taxas de jurosno segundo semestre. Ele ressaltou também sua preocupação com osdéficits orçamentário e em conta corrente dos Estados Unidos. Por causa da força da demanda interna dos EUA, o déficit emconta corrente, que em 2003 era de 5% do PIB, só cairámodestamente (para 4%) em 2009. Por isso, "uma maior depreciação do dólar a médio prazo podeser necessária" embora o processo possa ser "benigno" se formantido o forte crescimento da produtividade no país.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.