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Ouro lidera ranking de investimentos no mês

Bolsa, que lidera com folga ranking anual, perdeu 3,54% em novembro e ficou na rabeira do levantamento

Leandro Modé, de O Estado de S. Paulo,

30 de novembro de 2007 | 20h28

As turbulências no mercado financeiro internacional foram decisivas para a configuração do ranking brasileiro de investimentos de novembro. A liderança no mês ficou com o ouro, com ganhos de 5,89%, prova de que o investidor priorizou a segurança, em detrimento da liquidez.  O Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa), que ainda lidera com folga o ranking anual, perdeu 3,54% em novembro e ficou na rabeira do levantamento. Foi o pior desempenho mensal do mercado acionário em 2007. "Foi um mês marcado pelo flight to quality (vôo para qualidade), com os investidores internacionais buscando os títulos do Tesouro dos Estados Unidos", avaliou Marcelo Mello, vice-presidente da Sul América Investimentos. "As bolsas, no mundo inteiro, tiveram quedas significativas ao longo do mês", completa o administrador de investimentos Fabio Colombo.  Os fundos de renda fixa ficaram na terceira posição do ranking, com ganho líquido médio de 0,78%. Logo atrás se situaram os CDBs com aplicação superior a R$ 100 mil, com rentabilidade de 0,73%.  O mês também foi movimentado pela expectativa em relação à abertura de capital (IPO, na sigla em inglês), ontem, da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). A operação atraiu cerca de 260 mil pessoas físicas. Para dezembro, a expectativa dos analistas é de manutenção da volatilidade. As dúvidas sobre a evolução da crise imobiliária e seus impactos sobre a economia americana permanecem. "A expectativa é de que os EUA vão desacelerar, mas não terão uma crise mais profunda", disse Mello. FED  Os investidores estarão atentos aos próximos passos do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). A expectativa é de que a instituição comandada por Ben Bernanke reduza a taxa básica de juros de 4,5% para 4,25% em sua reunião de 11 de dezembro. Uma política monetária mais frouxa libera mais recursos para o sistema financeiro e, assim, diminui os problemas de liquidez.

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