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Ouro volta a liderar ranking de investimentos; dólar fica em 2º

Em fevereiro, ouro subiu 3,7%, e o dólar se valorizou 2,42% - em último, ficou o Ibovespa, com perda de 2,84%

Leandro Modé, O Estado de S.Paulo

27 de fevereiro de 2009 | 20h16

Como já havia ocorrido em janeiro, o ranking dos investimentos de fevereiro refletiu a instabilidade do mercado financeiro internacional. A liderança ficou com o ouro, que subiu 3,7%. O segundo lugar foi ocupado pelo dólar, que se valorizou 2,42%. O lanterna foi o Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa), com perda de 2,84%.   "A corrida para o ouro indica preocupação não apenas com o futuro dos bancos, mas também com a própria solvência dos governos lá na frente, em meio a tantos gastos fiscais", explicou o administrador de investimentos Fabio Colombo.   O especialista chama a atenção para o fato de que o Ibovespa, apesar da queda em fevereiro, não ter acompanhado a piora expressiva das bolsas no resto do mundo. O Índice Dow Jones, o mais tradicional da Bolsa de Nova York, recuou 11,72% no mês. Outro exemplo de forte baixa é o mercado acionário inglês, onde o Índice FTSE, da Bolsa de Londres, se desvalorizou 7,7%.   "Os brasileiros devem ter cuidado com a bolsa", alertou. "Pode ocorrer uma valorização lá fora e aqui ‘andar’ menos ou, em caso de uma piora ainda mais profunda no exterior, o Ibovespa acelerar a queda para ficar no mesmo nível lá de fora."   O administrador observou que, com a inflação mais baixa, as aplicações de renda fixa também têm sido uma boa aposta no meio da crise. O IGP-M, por exemplo, que é usado como referência de inflação no ranking do Estado, subiu 0,26% em fevereiro. Os fundos de renda fixa, em média, renderam 0,90%. Os CDBs com investimentos superiores a R$ 100 mil tiveram rentabilidade de 1,62%.   Colombo recomenda que o investidor tenha entre 10% e 20% de seu patrimônio em ativos como ouro, dólar e euro. "Eles são uma espécie de seguro contra eventual piora da situação", afirmou. Segundo ele, a tendência é de que os três ativos tenham um desempenho mais fraco quando as perspectivas da economia global melhorarem.   No acumulado de 2009, o ouro já apresenta uma valorização de 9,46%. Apesar da queda em fevereiro, o Ibovespa ainda ganha 1,69% no ano. O dólar avança 1,54% se for levado em conta o desempenho do bimestre. O IGP-M no período apura deflação de 0,18%.

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