Mike Segar/Reuters
Mike Segar/Reuters

Outras empresas chinesas enfrentam crise de imagem

Seguradora Anbang e HNA, sócia minoritária da empresa aérea Azul, estão entre as companhias que começam a ser questionadas mundialmente

Luciana Dyniewicz, O Estado de S.Paulo

27 Março 2018 | 05h00

O avanço da Fosun no Brasil ocorre em um momento em que companhias chinesas de perfil semelhante começam a ser questionadas internacionalmente. A maior delas, a seguradora Anbang, dona do hotel Waldorf Astoria, ícone de luxo de Nova York, está sob intervenção do governo chinês há um mês por ter violado a regulamentação do país e colocar em risco sua solvência. A HNA, sócia minoritária da companhia aérea brasileira Azul e com participação na rede Hilton e no Deutsche Bank, é outra a enfrentar graves problemas. A empresa tem uma dívida de US$ 90 bilhões e, segundo o The New York Times, chegou a pedir dinheiro emprestado a seus funcionários.

Apesar de ser frequentemente comparada a essas empresas, a Fosun está em uma situação bastante diferente, segundo Arthur Kroeber, da consultoria especializada em economia chinesa Dragonomics. “É uma empresa em diferente categoria. Ela ainda é capaz de investir e não vive de especulação de ativo.”

A dívida da Fosun, entretanto, também atinge patamares altos – a empresa encerrou o primeiro semestre de 2017 com uma dívida total de cerca de quase US$ 20 bilhões. Já a dívida líquida como proporção do patrimônio total tem recuado: passou de 60,3%, em dezembro de 2016, para 47,4%, em junho do ano passado.

Como consequência, no começo deste ano, a Moody’s elevou a nota da Fosun de Ba3 para Ba2. A agência classificadora afirmou que o risco da dívida da empresa é moderado devido a seu portfólio diversificado. / L.D.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.