Ovos de Páscoa têm reajuste de até 16%

Os consumidores vão pagar mais caro neste ano pelos tradicionais produtos de Páscoa. Os fabricantes de ovos de chocolate e colombas aumentaram os preços entre 8% e 16% nesta Páscoa em relação ao evento de 2001. De acordo com o vice-presidente da área de chocolates do Sindicato da Indústria de Produtos de Cacau, Chocolates, Balas e Derivados do Estado de São Paulo (Sicab), Getulio Ursulino Netto, o reajuste foi motivado pela elevação nos preços de cacau e chocolate.Apesar do aumento de custos e da estabilidade do mercado verificada nos últimos três anos, a projeção de Netto é que as vendas desta Páscoa sejam 3% maiores do que as verificadas no ano passado. Do início do Plano Real até 1999, houve crescimento de 54% na produção do setor, que fechou aquele ano em 300 mil toneladas. O volume, então, manteve-se inalterado em 2000 e 2001. O movimento de estabilidade também foi verificado na Páscoa, cuja produção somou 18 mil toneladas em 2001. A expectativa, segundo o vice-presidente do Sicab, é atingir 18,6 mil toneladas este ano. Empregos e marketingPara suprir a demanda da Páscoa, foram criados 20 mil novos empregos em todo o País, na indústria e nos pontos-de-vendas. A Nestlé, por exemplo, contratou mais de três mil novos funcionários e investiu R$ 10 milhões em marketing. A Hershey´s do Brasil, do grupo norte-americano Hershey´s - que comprou recentemente a divisão de chocolates da Visconti - vai investir R$ 1 milhão em marketing. Também com investimentos totais de R$ 1 milhão para a Páscoa de 2002, a Parmalat do Brasil contratou temporariamente 450 trabalhadores e prevê aumento de 40% no volume de ovos produzidos neste ano. A Chocolates Garoto cortou para menos da metade os investimentos em marketing, que caíram dos R$ 4,5 milhões no ano passado para R$ 2 milhões neste ano. O volume produzido deverá empatar com as 4 mil toneladas fabricadas no ano passado.

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