Pacote argentino acalma mercados

O esperado anúncio de um pacote econômico pelo presidente argentino, Fernando de la Rúa, marcado para as 21 horas de hoje, acalmou os mercados. Fala-se de um pacote com cortes nos gastos de 10%, com a demissão de 20 mil a 30 mil funcionários públicos e queda na alíquota do imposto de valor agregado (IVA) de 21% para 18%.Além das medidas fiscais, espera-se, mas não necessariamente no anúncio de hoje, um pacote de ajuda multilateral para o país. A Argentina praticamente esgotou sua capacidade de financiamento com fontes internacionais, devido à perda de credibilidade. Por isso, um pacote financeiro liderado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) parece indispensável. Analistas ouvidos pela Agência Estado ponderam, porém, que um empréstimo em si não resolve o problema, mas acalmaria os mercados e daria tempo para que as medidas econômicas surtissem efeito. Além disso, questiona-se o volume de recursos que seriam liberados para o país, já que somente a necessidade de financiamento do ano que vem gira em torno de US$ 10 bilhões.O anúncio do pacote acalmou os mercados brasileirosA Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta de 0,70%. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - fecharam o dia pagando juros de 18,500% ao ano, frente a 19,000% ao ano ontem. E o dólar fechou em R$ 1,9500, com queda de 1,02%.Indefinição eleitoral nos EUA está abalando os mercados em NYOs mercados mostravam-se relativamente indiferentes aos dois candidatos presidenciais nos EUA. Mas o não-resultado, com a possibilidade de um impasse através uma batalha legal entre republicanos e democratas começa a trazer alguma instabilidade às bolsas em Nova York. O Dow Jones - Índice que mede as ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em queda de 2,13%%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - fechou em queda de 5,35%%.

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