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Pacote chinês não alivia medo de recessão e Bolsa sobe 0,30%

Em Nova York, o índice Dow Jones caiu 1,82% e a Nasdaq fechou em baixa de 2,46% nesta segunda-feira

da Redação

10 de novembro de 2008 | 18h26

Depois de uma manhã em forte alta, em reação ao pacote chinês para estímulo à economia, as bolsas voltaram à realidade durante a tarde. O temor com o tamanho da recessão que pode atingir o mundo todo voltou a dominar os negócios. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que subiu quase 5% durante a manhã, fechou em alta de 0,30%, aos 36.776,27 pontos. Em Nova York, o índice Dow Jones caiu 1,82% e a Nasdaq fechou em baixa de 2,46%. No mercado de câmbio, o dólar encerrou a Segunda-feira cotado a R$ 2,1910, em alta de 1,62%.   Veja também: Presidente do BCE afirma que crise ainda está em andamento Presidente da China diz que pretende cooperar com Obama Saiba os assuntos que serão discutidos no G-20 De olho nos sintomas da crise econômica  Lições de 29 Como o mundo reage à crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitos Especialistas dão dicas de como agir no meio da crise Dicionário da crise    O mercado reagiu mal durante a tarde às notícias corporativas desfavoráveis nos EUA e temores em relação ao impacto da crise econômica e da recessão nos EUA e Europa sobre a demanda por commodities, em especial o petróleo. Em São Paulo, declarações do presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, evitando afirmar que o pior da crise já passou também pesaram negativamente sobre o mercado.   Segundo Trichet, a crise "é um processo em andamento", afirmou em entrevista coletiva concedida logo após a primeira parte da reunião bimestral do Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês), em São Paulo. Sobre o comportamento da inflação, a avaliação de Trichet, é de que os riscos de alta "diminuíram significativamente". Ele citou que as expectativas estão sendo controladas e que em alguns países até houve certo alívio. "Não diria que estamos discutindo um fenômeno de deflação, mas um fenômeno de desinflação", explicou.   Nos EUA, as ações da General Motors despencaram no início da tarde na bolsa de Nova York ao menor nível desde 1946, US$ 3,02, em meio às crescentes preocupações de que a montadora não terá caixa nos próximos meses e qualquer resgate do governo não será benéfico para os acionistas. Analistas do Barclays Capital e do Deutsche Bank cortaram o preço-alvo e as recomendações do papel diante dos receios sobre a liquidez da empresa. O Barclays, agora, prevê que as ações atingirão US$ 1, enquanto o banco alemão cortou a previsão para zero.   Otimismo com China   A China guiou o mercado mundial na manhã desta segunda-feira. No fim de semana, o governo de Pequim aprovou um megapacote de estímulo econômico de US$ 586 bilhões para projetos de infra-estrutura e para o setor imobiliário. Desse total previsto para ser liberado até 2010, US$ 100 bilhões devem ser desembolsados neste trimestre. Paralelamente, o Fed e o Tesouro dos EUA reestruturaram o plano de ajuda da AIG, elevando o aporte à seguradora para US$ 152,5 bilhões.   As ações, commodities e moedas mais arriscadas subiram pela manhã. Mas os índices das bolsas mundiais distanciavam-se das máximas no início da tarde, quando o Dow Jones subia 1,39%. Na Europa, Londres fechou em alta de 0,89%, recuando do pico de alta de 3,66%.   As notícias mostram que de fato a crise não saiu do cenário. Ícone do varejo de eletrônicos nos EUA, a Circuit City pediu concordata hoje. Os papéis da empresa despencaram mais de 50%. No pedido de concordata, a companhia citou possuir US$ 3,4 bilhões em ativos e US$ 2,3 bilhões em dívidas.

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