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Pacote de concessões sai entre fim de maio e início de junho

Segundo fonte ligada à cupula do Ministério dos Transportes, previsão é do Palácio do Planalto; pelo menos três aeroportos vão entrar na nova rodada

André Borges, Agência Estado

12 Maio 2015 | 15h27


BRASÍLIA - O anúncio do novo pacote de concessões preparado pelo governo federal deverá ser feito pela presidente Dilma Rousseff entre o fim de maio e o início de junho. Segundo uma fonte ligada à cúpula do Ministério dos Transportes, essa é a previsão dada pelo Palácio do Planalto, que ainda não firmou uma data específica para o lançamento da nova rodada de concessões.

Na semana passada, auxiliares da presidente Dilma Rousseff comentaram reservadamente ao Broadcast Político, serviço de informações da Agência Estado, que o plano deveria ser anunciado no dia 13 ou 14 deste mês, ou seja, nesta quarta ou quinta-feira. O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Edinho Silva, disse ontem, porém, que o plano requer mais tempo para ser lançado, por causa de sua complexidade e extensão. O governo promete o "maior plano de investimento da história recente, principalmente na área de logística", declarou Silva.

O pacote de concessões incluirá os aeroportos de Salvador, Florianópolis e Porto Alegre. Há grandes chances de o aeroporto de Fortaleza também entrar no anúncio. Entre as rodovias, há quatro trechos previstos: BR-476/153/282/480 (PR/SC); BR-364 (GO/MG); BR-163/230 (MT/PA); e BR-364/060 (MT/GO). Ao todo, 2.578 quilômetros de rodovias devem passar para as mãos da iniciativa privada, os quais devem atrair investimentos de R$ 17,25 bilhões.

No setor portuário, o foco são os terminais de Santos e do Pará. A expansão dos terminais privados envolve 40 terminais que tiveram seus estudos já aprovados, nos quais devem ser investidos cerca de R$ 13 bilhões. Desses terminais, oito já foram construídos, 28 estão em construção e quatro, em ampliação.

A principal dificuldade do governo continuam sendo as concessões de ferrovias, que foram prometidas em agosto de 2012, mas que até hoje não saíram do papel. As principais apostas do governo são a construção das malhas entre Lucas do Rio Verde e Campinorte, em Mato Grosso, além de outro trecho entre Sinop (MT) e Miritituba, no Pará. São projetos bilionários, que ainda não tiveram um modelo de negócio que convencesse a iniciativa privada.

O mais provável, portanto, no setor ferroviário, é o governo retirar a Ferrovia Norte-Sul das mãos da estatal Valec e repassá-la para a iniciativa privada. A ferrovia de 1,5 mil km de extensão já tem mais de 800 km concluídos. Os demais 700 km estão com 85% de realização. Para o empreendedor, isso significa risco zero na execução de obras e uma malha totalmente nova à disposição. 

As estimativas apontam que o valor total dos investimentos a ser anunciado no novo pacote pode ficar perto de R$ 150 bilhões.

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