Pacote de incentivo à indústria terá "de 20 a 30 medidas"

O pacote de incentivo ao setor industrial que o governo anunciará amanhã terá de 20 a 30 medidas, disse hoje o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, em rápida entrevista no Palácio do Planalto. Entre as medidas, segundo adiantou, está prevista a criação de uma agência e de um conselho nacional de política industrial, este com a participação de empresários, trabalhadores e representantes do governo. Furlan - que participou, no Palácio, da solenidade de lançamento do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia - esclareceu que a agência não será um órgão regulador, mas sim um mecanismo ou empresa encarregado da execução da política industrial. "Estamos chamando de agência. Agora, não é uma agência reguladora, mas uma agência de compromissos de execução", afirmou. Furlan evitou comentar valores que o governo deverá investir no setor. Questionado se esse valor estaria na faixa de R$ 10 bilhões, ele apenas acenou com a cabeça. Questionado se o valor estava acima de R$ 10 bilhões, ele acenou afirmativamente. "Os valores de investimentos em laboratórios, iniciativas e projetos são um tanto; e os recursos realocados para financiamentos, esses sim, terão muitos zeros", afirmou. Agronegócio fica de fora O ministro disse que o setor de agronegócio não será atendido por esse pacote de amanhã. Segundo ele, esse setor não precisa de uma política de indução interna, mas de infra-estrutura e abertura de mercados. Furlan afirmou que a proposta de criação de um conselho de política industrial foi apresentada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e aceita pelo governo. O conselho, segundo ele, receberá idéias, discutirá propostas e apresentará orientações e eventuais correções. Questionado se o pacote era uma resposta do governo às críticas de paralisia, Furlan respondeu: "Você acha que eu tenho cara de paralisado?" O próprio Furlan foi, recentemente, um dos críticos da máquina governamental, queixando-se de sua lentidão.

Agencia Estado,

30 Março 2004 | 12h03

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